Juremir Machado da Silva

O novo e o velho Djavan

Fui ao show de Djavan no Araújo Viana, em Porto Alegre.

Constatei três coisas de alta relevância nacional: alguns arranjos barrocos encobriam a voz do cantor; o novo Djavan é muito chato, mais chato que o primeiro; o velho continua a levantar o público com seu romantismo.

Todo romantismo é meloso.

Um pouco de mel não faz mal a ninguém.

Gostei da homenagem de Djavan a Emílio Santiago.

O Araújo Viana está ótimo.

Mas as cadeiras são muito duras.

Um estofamentozinho caía bem.

Eu dormiria melhor durante as canções mais lentas de Djavan.