A taxa de desemprego do Brasil está entre as menores do mundo.
Mas o Brasil, segundo as agências de risco, vai mal a pior.
A presidente Dilma apossou-se da agenda econômica de Aécio Neves e pretende produzir desemprego para satisfazer o FMI e os economistas que só gostam de crescimento econômico com gente sem trabalho.
O FMI e a União Europeia quiseram salvar a Grécia mergulhando-a no desemprego.
Os gregos elegeram a Syriza para rejeitar essa estranha política econômica, admirada em Davos, pela qual um país vai bem quando tem crescimento médio com altas taxas de desemprego e inflação baixa.
O que medem as agências de risco?
O risco de um país não pagar os banqueiros que os sugam ao longo tempo.
Joaquim Levy quer aumentar o superávit primário.
As agências de risco aprovam.
O Brasil vai economizar, produzindo desemprego, para gastar com seus credores parasitas.
Por que todo esse pessoal não faz cursos com os prêmios Nobel de economia Paul Krugman e Stiglitz
Krugman exerce o nobre papel de amansa burros com seus textos para o New York Times reproduzidos no mundo inteiro. Desmonta a cada artigo as ilusões das políticas de austeridade, mantra dos neoliberais.
Exemplo:
"O fato é que a Grécia impôs cortes selvagens nos serviços públicos, nos salários dos trabalhadores do governo e nos benefícios sociais".
É o que muitos desejam para o Brasil.
"Graças a medidas adicionais de austeridade impostas em ondas sucessivas, os gastos públicos foram cortados de maneira muito mais profunda que o programa original previa, e no momento são 20% mais baixos do que em 2010. E no entanto os problemas da Grécia parecem hoje até piores do que eram quando o programa começou. Um motivo é que o mergulho da economia reduziu a arrecadação. O governo grego vem recolhendo em forma de impostos uma proporção muito mais alta do Produto Interno Bruto (PIB) do que costumava ser o caso antes da crise, mas o PIB caiu tão rápido que a arrecadação geral se reduziu. Além disso, a queda do PIB fez com que um indicador crucial –a razão entre dívida e PIB–continuasse a subir mesmo que a aceleração do endividamento tenha se reduzido e que em 2012 a Grécia tenha se beneficiado de medidas modestas de redução de sua dívida. Por que as projeções originais eram tão absurdamente otimistas? Como eu disse, porque autoridades econômicas supostamente sóbrias na verdade estavam envolvidas em uma fantasia econômica"
Uma mitologia que serve aos poderosos e garante a festa em Davos.
Krugman chuta o balde: "Tanto a Comissão Europeia quanto o BCE decidiram acreditar na fadinha da confiança –ou seja, alegar que o efeito de destruição direta de empregos dos cortes de custos seria mais que compensado por um avanço no otimismo do setor privado. O FMI demonstrou mais cautela, mas mesmo assim subestimou grosseiramente o estrago que a austeridade poderia causar".
É a mesma lorota que Joaquim Levy está tentando aplicar para os brasileiros.
Quanto mais Krugman surra os neoliberais brasileiros, mais eles acham que entendem de economia.