Juremir Machado da Silva

Papo com leitores

Papo com leitores

Olá Juremir
Meu nome é Jussara Oliveira e sou tua fã incondicional. Todos os dias leio a tua coluna no nosso C. do Povo e quando não a leio, parece que falta algo e o dia não fica completo.
Senti muito que não fostes o escolhido, para Patrono da Feira do Livro, mas não há de se nada, és o Patrono do nosso coração. Com todo o respeito pelo Senhor Paixão Cortes, aqui entre nós, nas nossas confidências, acho que erraram a feira, como está expresso na charge do CPovo de hoje.
Estou lendo teu livro Getúlio, consegui comprar. É o meu livro de cabeçeira, no momento. Aos poucos, vou colecionando tua obra.
Esta semana, me emocionei, ao ler uma das tuas colunas, quando homenageias teus velhos professores. Muito bonita essa tua atitude. Assim todos os que um dia tiveram professores, bons professores, fossem reconhecidos a eles. Crescestes mais ainda no meu conceito. Vai em frente, não desanima" jamás", sin perder la ternura".
Um grande abraço, com admiração
Jussara

Muito obrigada por ter respondido, Juremir! Imagino como deve ser intensa a agenda de um escritor maldito e professor empenhado em tornar os alunos mais cultos. Por isso, valeu mesmo pela atenção!
E meus sinceros parabéns pelos dez anos de coluna! Por meio dela, tenho mais assunto para debater com meu pai, com o professor Elenor e com alguns colegas mais atentos. Que venham mais dez anos: ficarei muito feliz de chegar aos 30 na companhia das suas ideias!
Abraços!
Diana

Prezado Juremir,
Quero ser mais um a te parabenizar pelas tuas colunas e em especial a de ontem, "Em Livramento". Confesso que me tocou profundamente, me identifiquei em vários pontos contigo, sou do interior também, do litoral gaúcho e apesar da relativa pouca idade, 40 anos, sou bem rodado. Trabalhei como estivador, em lavouras de arroz, em tambos de leite, plantei e vendi melancias, melão, fui professor de escola primária, funcionário de prefeitura, do estado e agora da união, fui (e ainda sou) também pequeno agricultor.
Entendo, salvo melhor juízo, (como dizem os advogados), e Leonardo Boff, que todo ponto de vista é a vista de um ponto, e que nossa visão de mundo, (ou melhor e mais completa visão de mundo) passa obrigatoriamente por onde pisamos, ou seja, pelas nossas experiências de vida e capacidade de refletir sobre elas.
Por isso quando, além da tua refinada irreverência, tocas em temas como o meio ambiente, agricultura, reforma agrária, consciência política, política e poder, portal do estaleiro, dentre tantos outros, ou seja, transitas desde as materialidades individuais e coletivas as subjetividades de nossa cultura e atitudes humanas. E isso, no meu parco saber, conhecimento e endendimento de mero secundarista, não vem meramente desta forma de disseminar o saber inventado pelos homens nas faculdades formais, mas sobretudo forjado na faculdade das tuas experiências de vida.
Talvez aí resida parte de tu seres um grande formador de opinião, pois carregas um saber vivido e sentido, enquanto muitos nesta sociedade predominantemente urbana, cerceada e desprovida de muita coisa, carrega tão somente um insensível e frio saber teórico.
Em resumo: há uma grande diferença de consciência entre comer uma melância e produzíla e vende-la, enquanto a primeira atende tão somente a consciência do instinto, do sabor e da fome, as demais precisam obrigatoriamente de um leque de processos e de ralações muito mais amplo e elaborado.
Perdão pelos erros de português
.Grande abraço.
Decio Machado Monteiro
Membro da Coordenação do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Rio Grande do Sul - SINDISERF
Membro da Direção da Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA – CNASI

Senhor Juremir.. Sou leitor assiduo do CP e sua coluna diária é,sem dúvida, minha preferida. Porém , a deste sábado é tão esclarecedora,mesmo em forma de sátira, que por certo merecerá sinceros agradecimentos da maioria dos seus leitores.Muito obrigado.J.Pires..

Juremir,
primeiramente gostaria de parabenizá-lo pela palestra realizada ontem
à noite na Sala de Cultura Ivo Caggiani.
Queria dizer que infelizmente, hoje não temos muitos santanenses como
você aqui em Livramento.
Pessoas que valorizem a nossa cidade, esta identidade fronteiriça,
esta cada vez mais desaparecendo; precisamos que todos voltem a ter
orgulho desta linda terra.
Se nós mesmos que somos daqui não valorizarmos e tentarmos mudar nossa
realidade, quem fará isto por nós?
Um grande abraço.
Alessandro dos Santos Machado, santanense com orgulho.


Olá Juremir, tudo bem?
Lendo sua coluna desta quinta (02/09) me inspirei a escrever. Também sou de origem humilde, já conheci quase todo o Brasil e boa parte da America do Sul mas não deixo de falar da minha querida Cachoeira do Sul. Lugar que nasci, estudei, fiz muitos amigos e tenho ótimas lembranças. Se tivesse que escrever sobre alguma coisa na vida, escreveria sobre a infância em Cachoeira. Achei até que era muito bairrismo ouvir e ler você escrever tanto sobre Palomas, mas não é. Sabe porque? Porque a história de nossas vidas tem tudo a ver com nossa origem e tudo o que fizemos e passamos para chegar onde estamos. Adoro Cachoeira, porque é lá que trabalhei como vendedor de picolé, "armador de bolão", DESmontador de sofá ( é isso mesmo: destruía tudo para ser refeito depois pelo estofador), balconista de farmácia, operador de som, soldado do exército e depois repórter. Meus amigos verdadeiros estão lá; poucos pegaram a estrada como eu. Cachoeira é minha Palomas. A casa de meus pais ficava perto de uma sanga, no verão era uma maravilha ouvir o barulho das pererecas, no outono os vagalumes é que assumiam o comando do brejo, já no inverno a diversão preferida era ouvir o barulho dos blusões de lã estourando quando tirávamos a roupa para tomar banho e na primavera a soberania total ficava por conta das cigarras, cantarolando sem parar. No meio de tudo isso não dá para esquecer do futebol em vários campinhos, todos eles recheados de urtigas e rosetas e a gente de pés descalços nem aí para os espinhos. Acho que também vou escrever uma trilogia sobre minha Cachoeira.
Grande abraço e boa sorte em todas suas realizações.
Cícero Moura

Oá, Juremir!
Fiquei emocionado ao ler tua crônica, na qual dizes que estiveste na Sorbonne, graças aos teus primeiros professores.
Maravilhoso! É isso aí!
Imediatamente, voltei à minha infância quando, aos 9 anos, iniciei meus estudos de violino, lá em Fortaleza, Ceará, com a
inesquecível Professora Luizinha Pacheco de Moraes. No começo eu olhava para ela com uma curiosidade infantil, pois ela tinha um buço bem visível,
e eu nunca tinha visto bigode em uma mulher, mesmo idosa. Depois, a gente entende o porque.
Com infinita paciência, ela me guiou os primeiros passos, sempre me incentivando, me descortinando um mundo infinito, desconhecido para mim.
Após 2 anos, ela teve a humildade, algo próprio das pessoas sábias, para me encaminhar a um outro Professor, que estava mais em dia com os segredos técnicos
do violino. Professor Avelino Tello. Vindo do Chile para o Ceará!!! Coisa incrível. Esse se afeiçoou a mim, a ponto de (não estou exagerando) ministrar aulas para mim,
no leito de morte, na Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza, autorizado, claro, pelas freiras que, naquela época, cuidavam do hospital.
Depois, vieram as viagens, as idas e vindas: Alemanha, Estados Unidos (onde consegui meu PhD em Música), etc.
Agora, aqui em Porto Alegre, já aposentado da OSPA, olho a longa estrada percorrida e vejo, lá no início, meus queridos Professores, inesquecíveis Mestres, aos quais agradeço tudo o que sou.
Mais uma vez, Juremir, grato por tua mais que oportuna crônica.
E obrigado por tua paciência para ler essa "carta".
Um abração.
Nelson Eddy Menezes