Paz e conflito na mídia
Fui convidado para falar nesta sexta-feira, 27 de novembro, num encontro da “Marcha pela paz e pela não-violência, que acontecerá na Assembleia Legislativa, a partir das 19 horas, em Porto Alegre. O time que estará na mesa é de peso e certamente terá muito a dizer:
Luis Ammann Jornalista e escritor. Marcha Mundial – Argentina. Autor do livro “Autoliberação”, integrante da corrente de pensamento do Novo Humanismo e participante do Movimento Humanista desde 1969.
Temática: Importância da mobilização para o desarmamento nuclear mundial, pela paz e pela não-violência ativa. - Indústria das armas: Uma Economia de Morte.
Juremir Machado Colunista do Correio do Povo
Temática: O papel dos meios de comunicação e da imprensa na construção da cultura da paz.
Marisa Formolo – educadora e Deputada Estadual pela cidade de Caxias do Sul /RS
Temática: A Educação na construção da justiça social e da paz.
Mediador: Eduardo Freire Santana Porta-voz da Marcha Mundial para Rio Grande do Sul, membro de A Comunidade para o Desenvolvimento Humano e do Movimento Humanista desde 1987.
E eu? Será que eu terei algo a dizer?
Não é falsa modéstia, não.
O tema é relevante.
A Marcha pela Paz é um movimento internacional que já conta com mais de um milhão de aderentes.
O site oficial (marchamundial.org.br) do movimento informa: “A Marcha Mundial começará na Nova Zelândia, no dia 2 de outubro de 2009, aniversário do nascimento de Gandhi e declarado pelas Nações Unidas como “Dia Internacional da Não-Violência”. Terminará na Cordilheira dos Andes, em Punta de Vacas, aos pés do Monte Aconcágua em 2 de janeiro de 2010. Durante esses 90 dias, passará por mais de 90 países e 100 cidades, nos cinco continentes. Cobrirá uma distância de 160.000 km por terra. Alguns trechos serão percorridos por mar e por ar. Passará por todos os climas e estações, desde o verão tórrido de zonas tropicais e o deserto, até o inverno siberiano. As etapas mais longas serão a americana e a asiática, ambas de quase um mês. Uma equipe base permanente de cem pessoas de distintas nacionalidades fará o percurso completo”.
Sem dúvida, um acontecimento extraordinário.
E a mídia nesse tudo?
Qual o papel da mídia em relação à paz?
Um jornalista cínico diria duas coisas:
1) O negócio da mídia é o conflito.
2) Se a marcha não der em nada, ao menos o pessoal teria feito um bom exercício.
Físico.
Um jornalista cético diria:
1) Quando a mídia opta por uma agenda positiva, como a paz ou qualquer outro tema grandioso, afasta-se da sua missão de falar dos conflitos.
Será?
Acho que falarei disso.
Afinal, a paz não é o principal conflito atual?