Poema: Adriano, o imperador grotesco
Este é um poeminha sujo,
Sobre um imperador cujo
Divertimento é ver asno,
Transar com mulher e anão.
O homem tem gosto de cão.
Compra relógios e carro
Como quem cospe catarro
E bebe cerveja em tarro.
Mas a torcida do Flamengo
Acha que é apenas dengo.
Tanto faz se ele gosta de jumento,
Desde que sempre marque um tento.
O cara é um baita homenzarrão,
Que adora muito a sua velha favela,
Apanha da noiva sem choro nem vela,
E ainda vai chorar na televisão.
Já tivemos imperadores muito piores.
Já tivemos jogadores muito melhores.
Nunca tivemos estrelas tão vadias.
Será hora de acabar com a monarquia?
Enfim, esses são os fatos do Dia.