Por que ler A trilogia de Palomas?
Um escritor tem o seu mundo, um universo inicialmente secreto que vai, aos poucos, tornando-se mais real do que a realidade.
Palomas é a minha Macondo.
Esta é a minha trilogia: “Cai a noite sobre Palomas”, “Fronteiras” e “Viagem ao extremo sul da solidão”.
Esses três romances tratam da vida de um menino, de um jovem e de um homem.
O menino e o jovem viram a ditadura em Palomas.
O homem sai pela mundo em busca da liberdade e do prazer.
Um vive dentro do outro. Palomas está no mundo.
O mundo está em Palomas. A parte está no todo, que está na parte. Palomas é um holograma do imaginário.
O meu centro está em Palomas. Brasília não tem esquinas. Palomas não tem bairros.
Brasília quase não tem passado. Palomas é um eterno passado.
Em “Cai a noite sobre Palomas”, o menino descobre a violência, o sexo, o amor, a beleza e a traição.
Em “Fronteiras”, o jovem conhece a tortura, a utopia, as drogas e uma identidade chamada pampa.
Em “Viagem ao extremo sul da solidão”, o homem, sempre jovem, eterno menino, mergulha na depressão.
“Fronteiras” é um livro cru e desesperado. Alguns personagens são gaúchos da campanha.
“Cai a noite sobre Palomas” é um livro experimental.
O personagem sonha, pensa e deslumbra-se com as palavras e com a vida.
“Viagem ao extremo sul da solidão” é um livro melancólico. O personagem sabe que perdeu.
Tenta escapar.
Essa “trilogia de Palomas” engloba um ciclo existencial, estético e literário.
É uma aventura, uma história de vida, uma narrativa de ficção que bebe na realidade para tentar mostrar as múltiplas verdades de uma existência. Humor, ironia, paixão e poesia marcam esses textos paridos ao longo de dez anos.
O leitor é convidado a entrar num mundo particular que, lentamente, se transforma num túnel para a nossa história recente. Quem se aventura, diverte-se, emociona-se e fantasia.
Cada livro custar apenas dez reais no balaio da Sulina.
Por quê?
Porque a Feira deve ser um grande balaio.
O livro precisa chegar barato aos leitores.
Nem sempre é possível.
Desta vez, porém, conseguimos.
Quem quiser ou puder, compra dos três.
Ou dois.
Ou um.
Quero ser lido.
Quero que meus livros sejam elogiados, criticados, amados, pisoteados, discutidos.
Uma senhora de 82 anos mandou me dizer: Durmo com um volume da trilogia embaixo do travasseiro.
Uma moça de 24 disparou: dormi com Cai a noite no meio das pernas.
Um senhor disse isto: imoral!
Um estudante de jornalismo: radical!