Por que o Brasil não ganha um Nobel?
Por que o Brasil não ganha um Nobel?
Porque somos medíocres.
Ou medianos.
Não fazemos nada até o fim.
Em literatura, não temos um só escritor da estatura de Vargas Llosa.
Um Nobel da paz?
Vivemos no deixa pra lá.
Não conseguimos sequer protestar com radicalidade.
Só podemos ganhar Nobel na MPB.
Ou o Nobel da palhaçada Tiririca.
Nossos escritores não conseguem universalizar seus temas.
Ou ficam em torno do próprio umbigo.
Ou se perdem em abstrações.
Ou deslizam para o obscurantismo dos jogos de linguagem, com a tal escrita subjetiva, ou fazem um realismo vagabundo.
Falta transcendência.
A turma da Academia Brasileira de Letras, formada em maioria por falsos escritores, defende-se alegando que o problema é a língua portuguesa.
Papo furdo.
Jorge Amado foi traduzido para o mundo inteiro.
O horrível Paulo Coelho também.
O problema é banalidade da literatura brasileira.
No século XX, não tivemos um Borges.
Nem um García Márquez.
Nem um Asturías.
Tivemos nossos bons momentos com Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Drummond, João Cabral e outros.
Mesmo assim, faltou o grande salto, a universalização total.
As gerações que vieram depois sofrem de ejaculação precoce.
Falta fôlego.
Viramos o país da crônica por falta de talento para o romance.
O único que consegue algum grau de universalização é Paulo Coelho mesmo: a universalização da banalidade esotérica.