Juremir Machado da Silva

Produzir e proteger a natureza: o debate continua

Produzir e proteger a natureza: o debate continua

Juremir, parabéns pela coluna de ontem sobre o Código Florestal. Falastes com uma clareza e propriedade ímpares. Escrevestes de forma ao cidadão comum conseguir entender o q, de fato, está rolando no "Reino da Dinamarca". Tens razão, o Júlio Almeida é um ignorante! Aliás, salvam-se poucos do MP em matéria de meio ambiente, q é a área q eu conheço. De defesa do Meio Ambiente ou de Fiscal da Lei eles fazem nada ou muito pouco. Alias, se eles quisessem "suar" um pouco usando os "amigos da prateleira", questionando os atropelos à legislação ambiental, muitas indecências não correriam mundo afora. Mas isso dá trabalho, tem q estudar!
Parabéns! Tens, de fato, uma habilidade com as palavras q te diferencia dos demais.
Att.
Marcia Suarez.


Juremir
A cada leitura, eu gosto mais de te ler!
Adorei "Ecochatos e agrochatos"
Com carinho, de uma ecochata que te admira!
MCaarmen

oi! Ju,meu guru! pois é...novamente metido em enrrascada...mas é isso ai...a vida de um polemista é assim mesmo....não tem jeito! mas estou aqui para endossar tua tese com as palavras da ministra do meio ambiente Izabella Teixeira que disse assim:" O Código Florestal não está restrito à Amazônia, é uma visão ampla e diversa. O Código Florestal na Amazônia é um contexto, no sul é outro e no nordeste é outro. Cada bioma e cada situação de exploração local e de preservação deve ser observada isoladamente e os debates feitos com base técnica e científica. Temos que construir soluções que sejam palatáveis para serem implementadas no Brasil, assegurando a conservação das florestas no país. Temos que ter responsabilidades nessas posições para que elas sejam viáveis economicamente e assegurem a proteção do meio ambiente, os compromissos de redução climática e o pagamento de serviços ambientais." Como ja tinha dito no teu blog. como ele está não dá...pois deixa dúvidas à novos desmatamentos...e não há mais necessidade para isso!!!! segundo o Greenpeace{ Paulo Adário} e o representante da ONG SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, a quantidade de terras já desmatadas é o suficiente para a produção e expansão da agricultura. "Estudos comprovam que o que ja existe de área aberta poderia produzir três ou quatro vezes mais ". Nos sabemos que não´precisa desmatar mais para o Brasil crescer. Mesmo porquê se continuarmos desmatando não sobrará nada...pedra sobre pedra...nem comida..nada,,,muito menos o homem para comê-la....Tragédias, como agora, que ocorreu no nordeste, é só um exemplo do que pode ocorrer com o desmatamento e no caso do Brasil, com suas florestas tropicais ...sem contar que o desmatamento responde por 75% das emissões de gases-estufa que provocam o aquecimento global que provocam eventos climáticos extremos como chuvas torrenciais fora de época em quantidade acima da média habitual e que provocam secas desproporcionais em outras regiões opostas, enfim, colaborando para intermináveis desastres naturais em sequência. É a natureza que se vinga de anos de maus-tratos!. Uma engrenagem macabra e vingativa que retorna ao homem pedindo resgate!E quando chegar a hora derradeira da cobrança? para onde fugiremos? se ja destruimos tudo com nossa ganância...me fez lembrar da letra da música ...veja só, hoje o sol não apareceu, fugiremos...minha princesa Eva...para o espaço infinito..na última estronave.. Eva...Eva...Eva...
Marta Chaves

Acabo de ler a sua coluna “Ecochatos e Agrochatos” de 13/07 sobre as alterações propostas no código florestal.
Devo preliminarmente esclarecer que não possuo chácara, sítio, fazenda ou qualquer coisa assim , entendendo apenas de comer arroz, feijão e bife com fritas.
Conforme o senhor deve imaginar a humanidade necessita retirar do planeta os matérias primas para industrialização, para o comércio ou serviços (que também necessitam de eletricidade) ou, no mínimo, retirar os meios para alimentação.
Portanto discutir a preservação desses recursos nem mencionar a pressão demográfica (especialmente da extensa prole dos proletários) é pura demagogia que, pelo elevado número de votos, pode ser útil em sua campanha.
Assim não vejo como a fronteira agrícola possa ser mantida, estabilizada, congelada ou coisa que o valha.
Assim como quem decide se o tráfico acaba ou não é o usuário, quem decidirá o tamanho da área agrícola serão os chineses, em grande número e com dinheiro para comprar terras (e minas) em outros países. Eles decidirão se a amazônia ficará de pé.
E quanto aos indianos, especialmente os obscurantistas muçulmanos no norte para os quais uma família numerosa é sinal de status e a democracia indiana não permite soluções duras como a política chinesa do filho único.
Pode-se alegar que deve-se aumentar a produtividade por hectare, mas isso não se faz sem mecanização, sementes selecionadas/modificadas, adubos (que incluem derivados de petróleo em sua composição) demandando um investimento elevado para se esticar o elástico da natureza financiado por renúncias fiscais, subsídios, moratórias ou perdão de dívidas.
Sem isso fica-se como a agricultura de subsistência africana que só pode continuar apoiando subsídios americanos ou europeus à produção de alimentos que ela importa por não produzir alimentos para a população crescente.
Claro que a mecanização exige escala de produção também inexistente na agricultora de subsistência (ou eufemisticamente, agricultura familiar) que, contudo, ainda tem a sua função na produção de hortifrutigrangeiros em cinturões próximos às cidades consumidoras mas que, sabemos, não traz divisas para o país. Claro que podemos atrair divisas pagando Selic/juros elevados.
O MST pode até exigir que se exija mais produtividade das propriedades (dos outros), mas os proprietários já tem interesse em elevar essa produtividade a ponto de nem respeitar a mata ciliar e nem manter a reserva legal.
O senhor pode até verificar o que aconteceu com a fazenda Itamarati ou em menor escala na fazenda Mitacoré que antes pertenciam a grupos ligados a bancos e quanto à “proteção ambiental” verificar o que aconteceu no assentamento Celso Furtado, mas suspeito que isso não interesse à sua campanha.
Claro que se o pré-sal vier a trazer divisas em quantidade, podemos comprar tudo no exterior como a Venezuela, dispensando a produção nacional e ocupando-nos apenas com a comercialização interna da importação. Em outras palavras, podemos nos transformar num camelódromo sofisticado, não só de automóveis mas inclusive de alimentos importados.
PS.: acabo de ouvir um presidenciável, dentro da onda do probismo, prometendo “enxovalzinho pra criança”. Mais um grande estadista para inscrever seu nome na história
PS2: Taxista que ofereceu preço mais baixo agredido por colegas no Aeroporto Tom Jobim. Realmente nosso povo não gosta de livre mercado.
Jorge Oliveira


Olá Juremir:
Leio você no CP todos os dias. Quase sempre concordo com que você escreve, mas se concordasse cem por cento, seria eu, e não você, o colunista.
Não sou biólogo, mas alguém já parou para pensar onde viviam estes mosquitos da dengue, da febre amarela e outros bichos antes de existirem as agro-florestas de eucaliptos ?
Não sou sociólogo ou historiador, mas por qual motivo a metade sul de nosso estado, privilegiada no relevo e na fertilidade, onde os que vieram antes tomaram posse e criaram latifúndios é mais pobre que a metade norte, onde o relevo montanhoso foi o legado para os demais imigrantes ?
Não sou agricultor, mas por que o pessoal da fronteira teima em plantar arroz todo ano e reclama do preço do arroz argentino, quando do outro lado do rio, no Uruguai, se produz vinho e estão localizadas as maiores plantações de hortifrutigranjeiros daquele país ?
Nos resta então plantar a semente da flor que atrai a libélula que se alimenta das larvas do mosquito da dengue, plantar eucalipto e arroz. E reclamar...
Fernando Guimaraes