Professores e leitores (3)
Parabens pela observações sobre os professores...é isso passa governo entra governo e nada de valorização dos nossos mestres...é uma vergonha.
Ângelo Knebel
Parabéns, Juremir!
Tua coluna de hoje (4/5/2010) está ótima!
Professor miguel Viegas Cardoso - Viamão
Caro Juremir,
desculpe a intimidade de chamá-lo de "Caro" mas já leio a tanto tempo a sua coluna no CP que me considero com o direito de assim tratá-lo.
Este email, porém, longe de tratar de uma trivial e agradável conversa entre leitor e colunista, tem por objetivo um assunto bem mais sério: os Projetos de Lei 154 e 388 que ora estão em tramitação na Assembléia Legislativa do Estado. Esses projetos, pelas informações que me chegaram, via meios de comunicação, tem como objeto questões ambientais, sendo o PL 154 tratando da revisão da legislação ambiental estaduale o PL 388, da alienação dos terrenos da FASE, próximos ao Guaíba, que compõe um total de 74 hectares. Este assunto, de vital importância para nossas vidas, está sendo tratado quase subrepticiamente, sem as discussões e as publicidades que o tema impõe. Não há, por parte da grande mídia, o devido destaque ao tema que, em última análise, da real herança que pretendemos deixar para o futuro das gerações vindouras.
Vejamos o caso dos terrenos da FASE. Esta àrea, que abrange umas das encostas do Morro Sta Teresa, é maior que muitos bairros de Porto Alegre (p. ex. Bom Fim) e tem uma grande cobertura vegetal nativa, fazendo um floresta urbana semelhante (guardadas as devidas proporções, é claro) à da floresta da Tijuca , no Rio de Janeiro. Trata-se, portanto, de um terreno que, muito além do valor venal que lhe derem, é um patrimônio inestimável não só dos portoalegrenses mas de todos os gaúchos. Executar a alienação dessa àrea significa entregá-la à especulação imobiliária, que a transformará em condomínios de luxo. Esta situação é semelhante ao que tentaram fazer como Pontal, sendo que, naquela situação, vc, com, vc, com apoio da grande massa da cidade, se insurgiu e ajudou a derrotar.
Creio que, salvo juízo de maior conhecimento do assunto, que a àrea deveria ser transformada em um parque municipal, aos moldes do Marinha do Brasil e da nossa Redenção. Esta idéia, inclusive, ajudaria a regulatizar a situação dos 20 mil cidadãos (acho que é esse o número) que vivem irregularmente naquela àrea.
Peço, encarecidamente, que vc dê divulgação à estes PL na sua coluna, a fim de que, com o seu apoio, seja possível colocar o assunto em discussão.
Muito obrigado
Tuiskon
Simplesmente adorei a sua coluna de hoje. Como professora da rede estadual e municipal sinto na pele a desvalorização. Obrigada por ser uma voz ativa a nos apoiar.
Abraços,
Alessandra Schultz
Juremir: leitor assíduo da sua coluna, muitas vezes tive a vontade de mandar e-mail elogioso para assuntos habilmente desenvolvidos pelo colunista. Hoje não resisto. Lá vai um parbéns que ultrapassa o tamanho da coluna porque muitas outras vezes suas letras de referiram à nunca resolvida questão do magistéirio.
Hoje estou professor aposentado. Mas fui 30 anos da sala-de-aula, mesmo tendo passado por direção de vice-direção, o contato com os alunos era minha realização. Mas, dos 30 anos fui grevista pelo menos por 28 anos, desses de não perder manifestação, de pegar ônibus de linha de madrugada, sozinho ou com um ou outro colega porque não somávamos grupo para uma lotação, para chegar numa Assembléia da categoria. Dos tempos em que tínhamos "o bafo dos brigadianos à nuca", num gigantinho lotado, quando gritávamos para eles que "também eles eram trabalhadores explorados como nós" numa tentativa de tê-los nossos aliados e não quem nos batesse ou mandasse os cavalos em cima de nós. Não poucas vezes também militar chorando vendo nossa manifestação aguerrida, corajosa...
Mas, sinceramente, Juremir: olho para trás e vejo tão poucas conquistas para com a categoria que, como o senhor diz, É A MAIS IMPORTANTE de uma sociedade. Assim pelo menos deveria ser considerada POR UM POVO CULTO. Conclusão: estamos longe de ser uma classe política culta, uma sociedade igualmente culta.
Meus respeitos à sua literatura culta. Elói Edmundo Franz
Bom dia, meu amigo. Sou assinante do CP e leio, ultimamente sua coluna. Digo ultimamente porque eras um desconhecido para mim. Mas, pouco a pouco, fui lendo alguns trechos do que escreves e , como falei, tal leitura virou obrigatória para minha ansiedade noticiaria, todas mamhâs.
É com muita satisfação que lí a coluna de hoje. A idéia de que "a sociedade deve se organizar para pagar melhor e valorizar os professores" é fudamental. As vezes sinto que o desrespeito dos governantes com tal categoria tem, no fundo, uma perversa e mascarada cumplicidade social.
O papel que os gloriosos professores cumprem mos dias de hoje é tão ou mais importante e ,certamente, mais dificil de executar do que antes. A sociedade realmente não sabe (ou nega)o que acontece numa sala de aula. o professor atual é um multiprofissional que acumula encargos afetivos, psicológicos e pedagógicos, entre outros. Aparta brigas e discussões constante e cotidianamente. Entreverado num fogo cruzado de propostas desagregadores que emergem de fora da escola consegue resgatar a tranquilidade, nalguns momentos, dentro da aula, e construir conhecimento e democracia. Viva os professores e professoras que ainda conseguem trabalhar com lucidêz, mesmo nas cond~ções adversas que se apresentam. Salve aqueles que tem lucidez como voce que me levou, pela primeira vez, a escrever para um colunista. Muito obrigado pelo teu texto Juremir. Abraços, Ronimar Del Pino, professor da RME Porto Alegre.