Olá Juremir!
Confesso que sou leitora diária da sua coluna e aprecio muito a dinâmica da sua escrita e as suas opiniões. Principalmente quando é tratado o assunto: funcionário público e a contumaz falta de eficiência do Serviço Público.
Tudo se explica e justifica atrás da falta de pessoal e baixos salários...
Pois precisei ir a uma agência do INSS na minha cidade(Veranópolis) para solicitar alguns papéis.
Na primeira tentativa, encontrei a agência fechada : o expediente é das 8 às 14 horas, o que dificulta em muito para qualquer mortal trabalhador.
Na outra tentativa deparei-me com a porta fechada e ao abri-la fui abordada abruptamente por um segurança que avisou ter que ver dentro da minha bolsa. Levei um susto e abri a bolsa no impulso. Na sequência tive de passar por um detector de metais e mais um segurança me olhando. Então caí no vácuo gelado e vazio da agência. Veio apressadamente uma moça prestimosa (só podia ser a estagiária) que passou-me a senha nº 45. Burocracia altamente eficiente para apenas um candidato a atendimento: EU. Fiquei sentada esperando aproximadamente 5 minutos, eu e todas aquelas cadeiras vazias à espera do placar acender com o número 45. Chegou uma moça e atendeu-me com um ar blasé muito tecnocrata e superior para concluir incentivando o atendimento através das agências do Banco do Brasil ou Caixa Federal. Para finalizar, não consegui o que precisava, pois os papéis que a agência emitiu são de difícil entendimento obrigando-me a cair nas garras de um advogado.
Pobres trabalhadores brasileiros sem cultura e acesso as informações. Cairão no assédio de quantos?
Mas a agência é novinha, tem um ar condicionado de fazer inveja, os funcionários concursados ganham excelentes salários e estão trabalhando beeeeem seguros.
Se puderes aproveitar este texto em alguma próxima coluna, agradeço. Tenho certeza que será motivo de questionamento. Peço somente que não cite o meu nome, pois a cidade é pequena, a fofoca é grande e eu sou conhecida.
Um grande abraço e obrigada,
Cirurgiã-dentista