Uma eleição é também um acerto de contas.
O duelo ideológico é entre PT e PSDB.
Cada parte carrega os seus parasitas.
Na verdade, a relação é de simbiose. Cada um encontra alguma vantagem na relação com o outro, especialmente o PMDB.
Marina arrasta consigo muitos ressentidos com o petismo. São ex-petistas ou até petistas deixados em segundo plano.
Quase todo mundo tem alguma conta para acertar com o petismo no poder.
A candidata Marina não deixa de ter razão ao dizer que o PT se apaixonou por Sarney, Renan Calheiros e Maluf.
Por outro lado, os petistas não deixam de ter razão quando questionam a relação de Marina com uma banqueira do Itaú.
Que estranha maneira de fazer política nova!
Talvez por isso a disputa à presidência esteja cada vez mais embolada.
Pela última pesquisa, Marina e Dilma estão em empate técnico no segundo.
Há quem deseja a derrota das duas, mas não a vitória de Aécio.
O discurso antipetista de Aécio adotou de tal forma o tom da direita mais rançosa que afasta quem cansou do PT mas não quer embarcar no ressentimento, no ódio e no reacionarismo da antiga UDN ou da velha ARENA.
Está tudo em aberto.
Para Marina e Dilma.
A eleição virou pugilato. Ganhará quem bater mais forte e direto no queixo.
Ou quem conseguir angariar o apoio do maior número de ressentidos capazes de disfarçar o ressentimento.