Salada de fatos
Está nos jornais.
* Professores da USP mandam monitores dar aula e abrem curso pago de administração. Em inglês. O marketing deles diz que o curso é o melhor do Brasil. O da USP, dado por alunos, não tem como concorrer. Uau!
* Militar, que não leu o livro Indesejáveis, de Fernando Rodrigues, diz que, como de praxe, eu exagero. Eu nunca exagero. Tudo o que eu digo sempre tem prova documental. Sugiro, antes de qualquer manifestação, a leitura da obra, que prova como o exército brasileiro adotou medidas para impedir a entrada de negros, judeus e muçulmanos durante o Estado Novo. A propósito, o autor já ganhou até um prêmio da Biblioteca do Exército. E não venham com essa história de que eram os valores da época. Milhões de homens no mundo levantaram-se contra o racismo na época. O próprio Brasil acabou entrando na guerra ao lado dos aliados e contra o nazi-facismo.
* Mais um a propósito: ainda não foram punidos os responsáveis pelo falso atentado do Rio-Centro, de 1981, quando militares forjaram um atentado a bomba para incriminar a esquerda. Só que o incompente do executor deixou a bomba explodir no seu colo. Na primeira investigação, o exército concluir que o executor era vítima.
* Novos documentos provam que Estados Unidos participou ativamente do golpe contra Jango em 1964.
* Fim do fim: moça levanta no ônibus, bate no meu ombro e pergunta: "O senhor quer sentar?"
* Maravilhoso espetáculo de dança no Teatro do Sesi. Última obra de Pina Bausch. Foi o lançamento do Porto Alegre em Cena. Tudo o que Luciano Alabarse toca é dez.
* Futebol só é bonito com irresponsabilidade. Sem a loucura de Leandro Damião, ao dar a sua lambreta, teria sido mais um jogo medíocre. Quanto mais disciplinado taticamente é um time, mais chato e sem criatividade o jogo.