Sinal ou coincidência?
Sr Juremir,
O senhor escreveu sobre livros de Paulo Coelho que nunca li. Mas noto que geram muita inveja no meio literário (pelo sucesso em vendas, não pela qualidade). O senhor escreveu que muitos preferem transformar coincidências em sinais (considerando a crença de que tudo é coincidência). Também duvidou de alguém que disse ter tido câncer e sobrevivido, pois Deus a teria deixado em Terra para cumprir uma missão. E que nada pode provar que assim seja.
Senhor Juremir. Por coincidência eu posso encontrar uma pessoa em algum lugar. As coisas acontecem pela mão de alguém, que teima em dizer que foi por coincidência.. Em que realmente acreditar? Na mentira; na verdade; na mentira que parece verdade; ou na verdade que parece mentira? Ou acreditaríamos que pessoas são coisas (como qualquer outra) e como coisas devem ser tratadas? Que as pessoas valem pelas vestes que usam (de marca famosa, cara, etc), pela jóia que ostenta, pela quantidade de silicone que tem na bunda e nas tetas?
Vou contar-lhe dois fatos:
Era uma quinta-feira de 1998. Minha Irma estava morrendo (mas não sabia) e me disse: “quando sair do hospital irei começar uma nova vida e irei retribuir tudo o que fizeste por mim”. Três dias depois faleceu. Então eu pensei “Deus não lhe deu mais tempo”. Ela não havia aproveitado o tempo anterior, e não teria forças para agüentar o que ainda estava por vir.
Há muitos anos, eu nadava em uma piscina quando um cunhado me disse: “nossa, como tu nadas bem. Quem te ensinou?”, respondi: “foi Deus”. Ele ficou admirado e disse “no brinca e me conte quem te ensinou a nadar”. Novamente respondi: “não vou te explicar, pois é uma longa historia. Apenas te direi que foi Deus”.
Abraço
Inedia