Querido amigo Juremir Machado da Silva,
Digo amigo, porque é assim que te considero, já que sou leitora assídua da tua coluna.
Gosto do teu jeito de escrever, critícas com bons argumentos, tens também, o poder de persuadir e a ironia que usas me faz rir das mais inusitadas situações.
Mas, na coluna de hoje, dia 17 de junho de 2010, escreveste sobre o infeliz incidente (se é que podemos chamar assim) que aconteceu com esta professora de 58 anos, que foi assaltada por um ex-aluno dentro da sala de aula.
Este e muitos outros fatos que tem ocorrido contra os professores nesses últimos anos, nos fazem repensar o papel de pessoas tão bem quistas pela sociedade. Eu sou mais uma entre muitos que estão se preparando para exercer esta profissão, pois, faço um curso de graduação, Formação de Professores de Espanhol como Língua Estrangeira ministrado em minha cidade, a querida Cacequi (já ouviste falar?) através de um pólo de educação a distância que nos foi concedido por um programa do Governo Federal, a UAB (Universidade Aberta do Brasil).
No decorrer do curso, acabei por descobrir um amor que estava guardado dentro do meu coração, por anos, ali entocado. Amor pelas salas de aula, a saudade de minhas ex-professoras, assim que todas as lembranças da infância afloram e estou me sentindo cada vez mais atraída e apaixonada por esta linda profissão, mas tenho sim, muito medo de frustar-me, só sei, é que não devo desistir. Não se desiste dos sonhos, não é mesmo?
Por isso, como tu, ainda tenho a esperança de que as salas de aula no nosso Brasil voltem a ser aqueles lugares sagrados, das horas de brincadeiras e as de prazer com o estudo, ou seja, nas novas descobertas.
Findo te desejando saúde e vida longa para que possas compartilhar conosco tuas palavras. Um grande abraço, desta que muito aprecia tua coluna do Jornal Correio do Povo e que, mesmo sem te conhecer, te admira.
Ana Paula Mendes Machado Del’Olmo
Prof. Juremir. Meus sinceros e efusivos cumprimentos pelo "Mãos ao alto, professora". Sensacional. Infelizmente, é o retrato, sem retoques, da calamitosa situação do magistério. A esperança é a última que morre, às vezes morre com a gente. Com esses "politiqueiros" que nos governam, é difícil ter esperança. De qualquer maneira, contando com defensores da sua estirpe, sempre se pode vislumbrar um resquício de esperança. Mais uma vez, um grande abraço por sua coragem. Valdacyr Santo Scomazzon.
Bom Dia Juremir! Creio que recebes muitos e-mais de professores agradecendo o apoio que estás dando à classe.
Obrigada Juremir. A tua coluna de ontem (17/06), como outras ttas que escrevestes, estás mostrando nu e cru o que se passa no interior da prática profissional. Na real, és o único jornalista que, com frequência lembras, à sociedade o caos que está a educação e tudo o que nela se incere, em especial o professor. O professor, que nem merenda escolar pode comer, é o mesmo professor que faz rifa, festa, vende jornal, breshop (mtas são do próprio professor) para conseguir uns trocos, para comprar folhas de ofício, que aliás é produto com peso de ouro nas escolas públicas, e outras necessidades da escola.
Não estou desmerecendo nenhum outro jornalista, que tb nos apoia, mas sem relatar esta crueza da realidade que vivemos.
Que Deus continue te iluminando e com saúde sempre.
Profª Noeli Maria Potrich
(aposentada 40h e 20 na ativa)