Sobre as mortes em Palomas e outros recados (1)
A tua novela policial foi divina. Espero que faças outras.
Eliana Perez
Fiquei fã do delegado Manhãs.
Roberto Cardoso
A história das mortes em Palomas me prendeu do começo ao fim.
Iara Madalena.
Perdeste tempo com ficção. Precisamos falar da realidade.
Mário Lima
A respeito de sua crônica de ontem gostaria de saber qual o sinônimo mais adequado ou a melhor forma de contornar o termo judiaria.
Grato
Jorge Kertész
e-mail: eunjor@gmail.com
Prezado senhor Juremir, boa tarde!
Sempre que posso, leio sua coluna. É excelente, por sinal... Minha mãe a lê todos os dias...
E hoje, ao lê-la, já no começo do texto, fiquei pensando que há essa cultura, mesmo, em nossas universidades e em nossos quartéis.
E todo mundo sabe o que os veteranos fazem aos novatos, seja nas universidades ou nos quartéis. Principalmente nos quartéis. E é dos novos milicos que tenho pena, que quero lhe falar.
Então querem que os rapazes se alistem de bom grado? Que esperem ansiosos a hora de "servir à Pátria"?
Todos nós conhecemos alguém que já serviu, ou está servindo em algum quartel.
E o que fazem com os garotos, não é judiaria?
Precisam fazer esses rapazes passarem por situações humilhantes para que estejam aptos a defender nosso Brasil?
Quantos milicos devem, ainda, sofrer, machucar-se seriamente, ou até mesmo arriscar a perder a vida nos quartéis, em manobras, a título de cumprir sua obrigação com o Serviço Militar Obrigatório?
Aliás, OBRIGATÓRIO, quando deveria ser opcional: se alista quem quer!
E isso se tornou um círculo vicioso: os milicos mais antigos fasem os novatos pagar os pecados, que por sua vez, quando, e SE seguirem a vida militar, irão fazer mais novatos penarem, e assim por diante...
Gostaria de ver tudo isso acabar... E saber que os jovens em idade de alistar-se poderiam fazê-lo com tanquilidade, sem temer a "fúria vingativa" de antigos novatos, "sargentos veternanos" loucos para fazerem mais novatos passar pelo que já passaram nos quartéis...
Ou será que, como disse em sua coluna, quartel sempre será quartel?
Um abraço.
Beatriz Helena Pereira Galhardi - Porto Alegre/RS
Prezado Juremir,
Desde o final da manhã queria ter te encaminhado esse e-mail, mas a correria do dia só me permitiu o envio agora. O fato é que, ao ler a oportuna coluna publicada por ti na edição de hoje (3/3), na página 4 do jornal Correio do Povo não pude deixar de me manifestar sobre o tema da violência escolar, assunto que estudo a mais de um ano e resultou em projeto de lei , aprovado por unanimidade no Legislativo no dia 24 de fevereiro passado, e que institui políticas públicas antibullying . São medidas de caráter preventivo e com o envolvimento de toda a comunidade escolar, para a rede de ensino da Capital.
O termo bullying, na verdade, foi mantido pelos especialistas porque a tradução literal seria a da expressão inglesa bully (valentão) que não incorpora, na essência, o conjunto das agressões promovidas nesse tipo de fenômeno social. Suas consequências para a sociedade, já se sabe, são graves e criam o que é denominado pelos pesquisadores de ciclo da violência, com a reprodução da violência escolar na sociedade.
Números de pesquisa americana dão conta de que 60% dos agressores de bullying nos Estados Unidos tem no mínimo uma condenação criminal até os 24 anos e, destes, 40% terão até três condenações. Aqui em Porto Alegre, pesquisa promovida pelo jornalista Marcos Rolim em escola pública da Zona Sul aponta que 47% dos jovens sofreram humilhações constantes, com a reincidência de no mínimo cinco vezes, fator de recorte estabelecido pelo autor para a caracterização de perseguição.
Outro dado importante é que somente a punição não resolve o problema. É preciso agir de forma preventiva, disseminando a cultura da Paz, restabelecendo as relações que são quebradas em conflito, na maioria fúteis. Uma fórmula que vem dando bons resultados em algumas escolas municipais de Porto Alegre são os chamados círculos restaurativos, aplicados com base no programa Justiça para o Século 21 criado pelo poder Judiciário. O fato é que sem a intervenção do poder público, da aquiescência das direções e corpo docente e funcionários das escolas, do envolvimento das famílias e dos próprios alunos, não haverá ação capaz de erradicar o bullying que é um fenômeno intercontinental, encontrado onde foi pesquisado.
Vereador Mauro Zacher