Sobre cavalgadas, tradições e violências (1)
Tramandai,24 de Fevereiro de 2010
Boa noite Juremir,venho através deste e-mail tentar compartilhar a minha mágoa,revolta e sensação de impotencia.
Para minha surpressa hoje de manhã antes de sair para o trabalho as 08:45,quando fui fechar o portão da minha casa para sair de moto(placa IID 3409)
fui abordado por duas viaturas da policia civil,para meu espanto desceram me apontando a arma e entrando no meu patio. Como não estou acostumado com uma arma na minha cabeça,quase entrei em panico pois tenho uma menina de 1 ano e 6 meses
e só conseguia pensar Graças a Deus que a van escolar ja tinha passado para leva-la para a escolinha. Um pessoal muito mal preparado,estupido,arrogante que por estar com uma arma na mão acham que todo mundo é bandido,sem perguntar meu nome entraram e revistaram tudo,inclusive o quarto da minha filha
lógico que não encontraram nada pois eu e minha esposa trabalhamos o dia todo e quando chegamos a noite em casa mal temos tempo para dar atenção para nossa pequena. Eu trabalho em uma empresa de produtos de limpeza(GS Comércio, site www.gscomercio.com) minha esposa trabalha no Laboratório Fontana,também em Tramandai.
Nos mudamos a pouco tempo,em busca de uma melhor qualidade de vida,sendo que morávamos em Porto Alegre.
Estou inconformado pois não me falaram nada e nem porque da "invasão" em minha residencia onde tenho luz,agua e IMPOSTO que pago sagradamente todos os meses.
Desculpe esse desabafo mais nessas horas nos confortamos com os amigos e pessoas integras com credibilidade pois estou me sentindo a escória da humanidade,onde pessoas que eu não conheço entram em minha casa sem ser convidados,mechem em tudo e saem como se nada tivesse acontecido. Estou com vergonha de sair na rua e ser apontado por vizinhos como se eu fosse um marginal.
Então fico me perguntando até quando cidadãos de bem vão ter que fugir de bandidos com e sem fardas?Pois es tou com medo dos dois.
Não quero ser famoso,nem quero ser rico apenas ter uma vida tranquila com minha familia.
Tiago Overlei Lopes Inácio RG:7080605046 fone:051 84637005PS: Desculpe os erros de português,mas ainda estou em choque.
Juremir,
Quero te agradecer pelo teu texto e a tua solidariedade.
Estou firme, sim, pode ter certeza.
Apenas lamento, como tu bem colocaste, que pareça proibido questionar esse modelo de gauchismo.
um abç,
Nei
Caro Juremir
Pouco antes de sair para Piratini, onde vou filmar a 3a. etapa da série CONTOS GAUCHESCOS - já temos prontos o Documentário de abertura sobre vida e obra Simões Lopes Neto e os episódios de ficção Jogo do Osso e Os Cabelos da China e faremos agora No Manantial e Contrabandista -, pude ler a tua crônica no CP de hoje.
Assino embaixo, tanto no que se refere ao momento que vivemos no Estado na área cultural como ao que toca aos cavalos.
Sobre estes, talvez os responsáveis pelas tais cavalgadas devessem ler relatos como as memórias do Gen. Zeca Netto, organizadas pelo Sérgio da Costa Franco, onde o legendário líder maragato, já então com 70 anos, narra como se administrava os cavalos para manter a guerra de movimento.
Somados aos conhecimentos básicos de vida campeira que aprendeste com os teus lá em Palomas, serviriam como lição aos maturrangos de praia e as Anitas de araque.
A propósito, a etapa derradeira dos CONTOS, que inclui Trezentas Onças e Negro Bonifácio, está prevista para Santana do Livramento, que já ambientou dois dos meus filmes, Tempo Sem Glória (1983) e Lua de Outubro (1997). Espero que consiga fazer no meio do ano.
abraço do Henrique de Freitas Lima
Bom dia, Juremir Machado:
Belíssimo o seu texto de hoje (25/02): "Tempo de matar cavalos". Crônica perfeita. Assim como o seu avô e seu pai também amo os cavalos. Não sou natural deste belo Estado. Mas, também, nunca entendi qua é a graça e a utilidade em promover esse tipo de "ação cultural" (que para mim é ação criminosa) como a da cavalgada no mar. Sou (do mato) e vim do Pantanal onde desde cedo aprendemos a amar e a respeitar os animais e a natureza. Gostei de ler seu texto de hoje. Parabéns!! Vou preparar e escrever sobre isso em meu blog. Tentei deixar uma mensagem no seu blog do Correio do Povo (do qual assinante) mas não consegui êxito. Em todo caso, fica aqui o meu comentário. Um bom dia. Um abraço.
Suziley.
Juremir:
sua matéria "tempo de matar cavalos" é excelente. Parabens!
Más, a vingança pode estar próxima. Veja o cenário:
1- É ano eleitoral. Até a Ieda foi fazer entrega dos diplomas aos
grupos que ganharam PRONEX.
2-Coincidentemente, é o cinquentenário da OSPA. Dia 10/03 será a
primeira apresentação.
3- A governadora obriga à secretária assistir o concerto.
4- A Mônica tem uma parada cardíaca no 1iro movimento de qualquer
coisa. Mesmo que seja a execução do Danúbio Azul.
[ s.
Horacio Alberto Dottori
Estimado conterrâneo.
Como sempre tomo o meu café lendo os seus escritos e penso junto.Espero encontr~-lo de novo,no Contemporâneo,em qualquer circunstância onde a gente se junte ,como é costume dos humanos .
Adorei o "seriado" do crime de Palomas e aproveito para esclarecer porque a Monica(que de leal so tem o nome,será hereditário?),para tornar ,guela abaixo,a Ieda gaúcha.Ela só tira foto tomando mate,andando a cavalo ,enfim montada na gauchada,Se ela for reeleita peço cidadania Uruguaia.
Um grande abraço,Maria Alice
Bom dia Juremir.
Parabens pela excelente materia puiblicada hoje dia 25.02,sobre este pessimo divertimento,onde só e
bom para estes imbecis que montam e muito mal para os pobres bichinhos.
Não sei como permitem esta maldade,deveriam colocar os ricos a caminhar a pé por este sol.
MIRANDA
Caro Juremir:
Cumprimento pela sua excelente coluna de hoje, "Tempo de matar cavalos". Um pouco mais de sensatez e menos adesismo estão fazendo falta na imprensa gaúcha.
Abs
Clarice Speranza
Juremir,
Tradicionalismo, no dicionário aurélio diz, entre outras coisas: ´...amor às tradições ou usos antigos;. Por isso, na minha opinião, nas músicas tradicionalistas, festivais, assim como nos espaços de CTG e outros do gênero, devem ser preservadas alguns critérios para que seja mantida as origens do que se está sendo cultuado, a tradição.
Entretanto muitos grupos musicais, os conhecidos Tchê (Tchê Barbaridade, Garotos, Guri e tantos outros) exploram o lado comercial com letras apelativas e músicas do tipo ´pancadão´ que assemelha-se a outros gêneros musicais. Por isso, deve sim, ser evitado nesse movimentos tradicionalistas autênticos.
Houve também, no meu ponto de vista correto, uma punição aplicada pelo MTG a um CTG filiado, que num rodeio crioulo oficial, apresentou como atração máxima os sertanejos Zezé Di Camargo e Luciano. Ora tenhamos paciênc ia, com toda a beleza das demonstrações artísticas dos grupos de danças gaúchas e habilidades campeiras de vários CTG, encerrar com músicas sertajenas, é fogo...
Há espaço para todos. Mas cada estilo no seu lugar. Aliás, há espaço também para misturar estilos (vaneirão, forró, pagode, samba, etc.), mas não nos Centros de Tradições Gaúchas, onde está cada vez mais difícil mantes esse tradicionalismo, dado à grande exposição na mídia de músicas, estilos, usos do centro da País. Mas tudo bem, não podemos impedir. Mas, já que não podemos impedir, vamos cultuar nossas raízes, nem que seja nos finais de semanas, ou nos fandangos de sábados. Como a maioria dos gaúchos, do Rio Grande ou de outros estados, já é urbana, resta-nos a memória e a saudade que é contada através da música e eventos específicos.
E quanto ao Nei Lisboa, assim como tantos outros (Geraldo Flach, Vit or Hugo, Vitor Ramir e até Décio Tavares) que continuem a apresentar ótimas composições, pois são músicos ecléticos e têm seu espaço em meios culturais distintos, assim como os autênticos gaudérios.
Roberto Luiz Curzel
Chapecó SC