Sobre cavalgadas, tradições e violências (2)
Já terminou a história de Palomas? Estava começando a ficar bom! Aliás, se o final é aquele mesmo, não gostei. Poredia ser mais tchã. Afinal, foi pego um grande.
Abraços,
P. Jorge
Parabens, teu artigo de hoje está excelente! Essasecretária da cultura
da Yeda o que menos entende é de cultura, é sabido que tudo que a
governadora quer é acabar com cultura e educação, ela tem horror a
essas duas palavras!! Abraços Nilza
Juremir leio sempre sua coluna, no Correio do Povo, Acredito que +- 80% aprecio suas abordagem. Sou pedagoga e artista plática(se você
usar minhas informações não me identifique). Sou moradora de Tramandai, Nosso prédio tem sua entrada na calçada, na mesma rua fica a
Prefeitura de Tramandai e a história desta cavalgada fez uma parada na frente do nosso predio e os " gaúchos" descansaram
à sombra do nosso prédio, na calçada, em cima da calçada, ninguem podia entrar ou sair do prédio, Eram os donos do campos e das avenidas
do Rio Grande. Até foram gentil arredaram seus ferdorentos e castigados cavalos para eu entrar, mas deixaram as fezes dos cavalos, até
que a chuva lavou, porque acredito que a Prefeitura tem outras prioridades com suas verbas do que limpar a estupidez destas cavalgadas,
Qual são os objetivos? Quais os benefícios para nós os gaúchos em que acrescenta levando em consideração seu avô e seu pai e nós todos
esta cavalgada ?
Minha admiração
Caro Juremir
Parabéns pela tua coluna de hoje.
Concordo com você. Não bastasse os carroceiros maltratarem os cavalos sem que nenhuma autoridade envolvida se manifeste, vêm agora estes tradicionalistas de meia pataca – que de tradição só sabem se fantasiarem de gaúchos e chuparem a bomba do chimarão, porque conhecem muito pouco da história do Rio Grande - com estas cavalgadas, todos os anos, pela praia, serra e outros absurdos, expondo os animais a sacrifícios desnecessários, com grandes riscos de perderem a vida ou ficarem doentes. Um amigo, que cria cavalos, já havia me dito que alguns animais morrem, nestas palhaçadas, levados pela exaustão.
Acho isto uma idiotice, ainda mais quando a tradição sempre colocou o cavalo como o maior aliado do gaúcho. Quando vejo as fotos nos jornais daqueles imbecis cavalgando pela beira da praia fico imaginando: qual a razão disto? Auto-afimação? Querer aparecer ou é idiotice mesmo?. Teve um ano que o cavalo simplesmente não agüentou o tranco e caiu. O “filho da puta” que vinha montado deu a maior surra no infeliz, quase matando o animal. Os nossos “pasquins” simplesmente mostraram a foto do ato bárbaro e ficou por isto mesmo.
Sugiro a estes idiotas, que pelo visto não tem o que fazer, que encilhem suas progenitoras e saiam montados nelas - fantasiados de palhaços - nas areias fofas da praia – que exigem esforço dobrados dos animais para andarem – sob sol escaldante, cravando as esporas nas suas ancas.
Um abraço.
Sergio nascimento
Juremir, Mui Caro.
SAÚDE E PAZ!
Parabéns pela excelente coluna de hoje - como de costume, "meteste o dedo na ferida"...
Chega de "gauchinhos de livro" (esses urbanóides, sem vivência campeira alguma, que saem, fantasiados de gaúcho, espalhando mais esterco do que toda a cavalhada)...
Pior, essa fauna (os gauchinhos de livro) têm apoio oficial...
Abraço fraterno.
IIgnácio Mahduz, Engenheiro Agrônomo.
Não é de hoje que sou leitor dos teus artigos e admirador de tuas idéias. Mas a coluna de hoje é excepcional. Recortei para guardar.
Gerson Luis Lenhard
jornalista
Bravo, bravíssimo, Juremir, também por esse artigo "Tempo de mantar cavalos".
Depois de tantos desmandos com a cultura nossa de cada dia, você está acertando na mosca no meio de tanto silêncio macabro. De fato, dá para imaginar a secretária lendo pra cachorro...
José Luiz Caon
Bom dia,sou leitor da tua coluna e gostaria de parabeniza~lo pois conseguiste tocar no ponto da questão.
Sou de Dom Pedrito,nascido e criado no campo na fronteira com o uruguai.aprendi a gostar de cavalos
muito cedo ,pois aqui o conviveo com estes animais é diário e por isto desenvolvemos uma cumplicidade de respeito ,admiração ,carinho e amor.
Onde estavam os PROTETORES DE ANIMAIS ,
Quem nos representa,são aqueles GAUCHOS de bandeira em punho,com peitos inflados,bombachas largas,esporas e chapéus grandes
e que matam sem piedade e sem justificativa nossos cavalos.
É uma vergonha um bando de cola fina representar os gauchos,não vi um ato de repudio a isto a não ser na tua coluna,estou envergonhado.
abraços
Carlos Moura
Caro Juremir, é lastimável o que a gauderiada vem fazendo em termos de estragos na cultura deste estado. Essa violência contra os cavalos faz parte do exibimento destes cavaleiros urbanos como você muito bem retrata no artigo desta quinta-feira. As contradições destes "gaúchos" respaldados pelo MTG, são com os animais e com outros homens, no estrito ambiente para ver quem é mais macho. Tau Golin, meu amigo e orientador de minha dissertação de mestrado na UPF (conclui o mesmo em 2005), diz em seu livro ’ Identidades’: O ser contemplativo "criado em galpão" quando se move sempre se expressa pela violência. Tau analisa a letra de uma canção gauchesca, na qual o cantor verseja: " gosto de fazer um potro se cortar na minha chilena". É uma figura, sem dúvida, abarbarada, cuja superioridade prazerosa sobre os cavlos se concretiza pela tortura ou pela judiação. Há um gosto sádico no sangue que verte do potro cortado pelas esporas chilenas.
Veja, portanto, caro Juremir que o que fizeram estes desocupados, respaldados pela "secretária de Cultura"!!!!!, está dentro do contexto cultural destes gaudérios do asfalto, no qual a existência dignificante está associada visceralmente à capacidade de agredir e à potencialidade da força. Pobre Rio Grande ! Um abraço, José Ernani de Almeida.