Caro senhor, o problema de, nossa guia, na secretaria da cultura ,no estado do RS, que a mesma ,foi forjada na caserna, aprendeu bem a ser truculenta , com o grande torturador que foi osenhor PEDRO AMERICO LEAL , seu nobre pai.
LUIZ ALBERTO PIRES
Prezado Juremir
Parabéns pela matéria "Tempo de matar cavalos"!
Mas diariamente testemunhamos a tortura destes animais. Refiro-me aos cavalos do asfalto que sobrevivem sedentos, famintos, sub-nutridos, doentes (muitos com anemia equina), exaustos, sobrecarregados com lixo ou pior, com caliça, com ferraduras inadequadas (deveriam ser de borracha e não de metal) e ainda chicoteados. Muitos destes animais são alugados pelos "donos" a outros carroceiros, imputando jornada dupla ou tripla ao cavalo. No verão, quando a temperatura ambiente está cerca de 40ºC o asfalto pode chegar aos 60ºC.
Segundo a EPTC, em Porto Alegre é recolhido um cavalo morto por dia.
Por outro lado, como sabemos, existem soluções alternativas para o sustento dos condutores de veículos de tração animal e suas famílias, como recolhimento pelos caminhões do DMLU, galpões de reciclagem e cooperativas. Sabemos também que crianças e adolescentes devem estar na escola - e não dirigindo carroças e arriscando a vida e a de terceiros no trânsito. Ou que os adultos devem ter condições dignas de trabalho em galpões de reciclagem do DMLU - e não levando lixo aos atravessadores da Voluntários da Pátria e descartando o que os atravessadores não compram nas margens do Lago Guaíba ou a céu aberto!
Os animais merecem respeito pois são criaturas capazes de sofrimento físico e psicológico e totalmente incapazes de acompanhar o trânsito urbano!
CLUSÃO SOCIAL COM SOFRIMENTO ANIMAL!!!
Certa de sua sensibilização quanto a inclusão social sem sofrimento animal, agradeço seu empenho!
Ana Flores
cidadã de Porto Alegre
Oi! Adorei a tua crônica de hoje sobre os cavalos. Brilhante. Sempre acreditei que as pessoas mais simples são as mais verdadeiras. Falo aqui do teu avô. Quanto aos poderosos, sempre me pareceram ridículos. Abs.Adriana.
Mr.Juremir, confesso que não tenho lido com interesse seus textos sobre temas pouco conhecidos deste véio mas...hoje, 2502 gostei, gostei muitíssimo. Mostra o quanto é falso o amor pelo pingo, quando há chance de exibições, em carreiras e nestas cavalhadas malucas, também sem outro propósito que o de balaquear: você viu a gauchada que fizemos? sem falar na judiaria cometida. Servi na cavalaria, aprendi a tratar bem o meu "Caroço" que estava em minha carga.
Todo carroceiro deveria ter servido na cavalaria! - ottovaskeibest.com.br
Caro Juremir machado:
Usei a expressão "caro" , porque tuas palavras na crônica da página 04 do correio de hoje, ( 25/02) são verdadeiramente "valiosas" em relação às verdades que nossa cultura do Rio Grande do Sul tem que "encarar".
Dispensar os serviços preciosos do Voltaire Schilling do MEMORIAL do RGS e sair afundando as patas de nossos tradicionais amigos cavalos, nos cômoros de areia com o sol à pino de 42º graus do meio dia em cavalgadas de 40 kilômetros no mínimo, são provas de que a memória cultural de nós, gaúchos está deixando muito a desejar.
Nilo Ruschel.
Juremir Nietzsche da Silva!
Sempre colocando o dedo na ferida! Parabéns, em primeiro lugar, pela tua coluna sobre a cavalgada do mar.
Sobre tua coluna "Tradição e tradicionalismo", gostaria de dizer que compreendo tuas colocações, mas discordo de ti. Penso que antes de mais nada, deve-se levar em conta a questão cultural do nosso povo. Tomo meu chimarrão, escuto uma boa música gaúcha, uso minha bombacha rotineiramente e penso que isto fortalece - mesmo que sem a pretensão de fazê-lo - a tradição gaúcha.
O tradicionalismo (via CTG) nada mais é do que o propósito único de que estes costumes (bonitos, ao meu ver) sejam preservados. Isto não significa dizer que se pretende enfiar goela abaixo nas pessoas a maneira de como se deve agir e pensar.
É evidente que existem os exageros, como em qualquer outro tipo de organização social. Mas não vejo o tradicionalismo um mal como muitos pensam ser.
Quem é ponderado, como você é, pode muito bem ouvir o Gildão de Freitas e ter ciência de que existem sim posições dentro do tradicionalismo a serem descartadas.
Enfim, ao meu ver o tradicionalismo é muito mais benéfico do que maléfico, uma vez que tenta que os costumes culturais da nossa terra, sejam preservados. Penso que isto é o mais importante.
Essa espécie de fomento à preservação dos costumes é muito mais importate do que a tentativa de mostrar para o resto do país que somos diferenciados.
Basta separarmos o joio do trigo, assim como em qualquer outra situação. Igreja é um exemplo disto: se nos centrarmos nos ensinamentos de "amar ao próximo" da Igreja, veremos que existe, na raiz de tudo a tentativa de um mundo melhor. A podridão que é a instituição igreja, fica em segundo plano.
É uma questão de análise.
Um grande abraço.
ps: não consigo comentar no teu blog! As vezes envia, as vezes não (o comentário via blog era MUITO mais curto que este, diga-se de passagem).
"Juremir Nietzsche da Silva"! Sempre colocando o dedo na ferida! Compreendo tuas colocações, mas discordo de ti. Penso que antes de tudo é uma questão cultural, de costume. Tomo meu chimarrão, escuto uma boa música gaúcha, uso minha bombacha rotineiramente e nem por isso alguma problemática citada por ti.
André Dressler
Bom dia.
Parabéns pela crônica de quinta, sobre os cavalos mortos. Em geral opinas bem, mas aquela foi na mosca.
Pena que ela não pautou o CP. ZH foi quem saiu no rastro.
Pedro Luiz S. Osório
Prezado Juremir:
Queremos parabenizá-lo pela coragem e lucidez de suas palavras
no texto "tempo de matar cavalos".
Tambem cansamos deste gauderismo exagerado, em que um cidadão do rio grande não pode usar uma roupa que não seja a bombacha, que cuidar pressão arterial e outros problemas é viadagem; tem que se entupir de churrasco, encher a cara de cachaça, fumar palheiro, ser machista e grosseiro. Esse povo que se diz tradicionalista,na sua grande maioria nunca viu uma vaca ou um terneiro de perto, conhecem galinha congelada de supermercado, e ficam reproduzindo erros e promovendo esse atraso cultural.Tradição, no nosso entendimento, é respeito e preservação da nossa cultura, e passa longe, muito longe dessas palhaçadas, entre elas o que eles chamam de cavalgadas.
Como se não bastasse, esse taradismo desmedido está absurdamente matando animais como o nosso cavalo, que ao longo dos anos, sustenta familias, povos e muito mais..., que auxilia o verdadeiro homem do campo, que deve estar morrendo de vergonha dessa equivocada postura, desses "gauchos urbanos e ocasionais".
Mais uma vez...parabéns...e um grande abraço!
Cleber Costa e Cesar Saccol
Comunicadores da Radio Universidade
Universidade Federal de Santa Maria - UFSM
Cleber Costa
Santa Maria/RS