Juremir Machado da Silva

Sobre minha admirável estupidez

Sobre minha admirável estupidez

Senhor escritor

eu o respeito profundamente , admiro sua estupidez e perspicácia,

mas suas palavras não servem para nada, assim como tudo

aquilo que fica nas entrelinhas e

se perde no torpor da ignorância coletiva.

E entenda o quanto lhe admiro

e só por isso o critico, pois aos tolos e inúteis

reservo apenas o silêncio ou uma falsa adulação.

entenda que sua estupidez está na sua busca desenfreada em destruir aquilo que é um dos principais alicerces da cultura gaúcha, a tão dominadora ignorância.

Essa busca desenfreada o torna um ser polêmico e, consequentemente, um alvo fácil.

O senhor sabe tão bem quanto eu que esse "gauchismo" (falsamente honroso e tão cheio de glórias) juntamente, com o Quintanismo, Família Veríssimo e a maldita Família Fagundes são unanimidades, e como sabiamente dizia Nelson Rodriguês: toda unanimidade é burra e , sendo assim, torna-se o ópio de cada dia aqui nos pampas dos “Gaúchos e gaúchas de todas as querências” consumido entre uma mateada e outra. De nada vai adiantar atacar isso, pois será sempre assim, e , dessa forma, reitero , senhor escritor você é um estupido e é isso que o torrna tão admirável.

Vou lhe dar um conselho e nem vou cobrara nada por isso: seja como o David Coimbra, passe a escrever apenas sobre mulheres, cerveja, futebol e suas idiossincrasias é mais seguro aqui no sul e o senhor ainda corre o risco de se tornar uma unanimidade como o Verissimo ou Paulo Santana. Ou ainda ser patrono da Feira do Livro.

Ah,! Outro conselho. Tente tomar mais cuidado com a sua segurança, pois o senhor é sabedor que um gauchão xiita e bombachudo pode colocar uma bomba em sua privada ou ainda um míssil vindo do Harmonia pode atingi-lo. Um pouco de precaução não custa nada em querências tão extremistas como estas onde o alcorão é fichinha se comparado a esse “tradicionalismo” tosco e capenga.

Att,

Diego Borba.