Juremir Machado da Silva

Sobre multas e infrações de trânsito

Foto : Divulgação/VIPCOMM
Caro Juremir,

Mexeste num vespeiro !

Onde já se viu criticar maus motoristas e defender os azuiszinhos ?

Choverão protestos em tua caixa de email, milhões deles.  he he he

Concordo plenamente com tuas afirmações, cujas palavras, todas, literalmente, já constaram em cartas minhas publicadas no CP.

Hipócritas motoristas.

Eles deveriam fundar uma associação e distribuir nas sinaleiras plásticos adesivos para serem colados nos vidros dos automóveis com a seguinte inscrição:

“Vamos acabar com a –Indústria da Multa- !

Vamos andar dentro da lei.”

Seria a suprema vingança deles contra a EPTC e a tal industria, né ?

(economizariam dinheiro e ainda por cima ganhariam desconto no IPVA do ano seguinte....)

Um abraço,

Lauro Becker

*

Prezado Juremir: estás ferrado. Vão dizer que não podes falar, pois não sabes dirigir, como se homens não pudessem ser obstetras por não ganharem filhos. Vão racionalizar e muito. Os mesmos que não aceitam que um menor delinquente receba atenuantes por sua origem social de miséria, acham que, no caso das multas, cometidas pela classe média, devem existir atenuantes, visto que eles cometeriam as infrações por força do sistema: pressa, más estradas, carros bons demais e até boa vontade, levar alguém ao hospital, largar um passageiro perto de caso, todas essas balelas e conversas fiadas de quem quer cometer infração sem ser incomodado e ainda dar uma de gostoso. Depois do Natal e do Ano Novo, conversamos. Vai ser um massacre de motoristas selvagens, como dizes, matando e morrendo bêbados, em alta velocidade, fazendo o diabo e não ouvindo ninguém. Muitos dos mesmos que criticam a impunidade que corre solto no Brasil querem impunidade para si e os seus no trânsito. Raro quem não fala ao celular dirigindo ou que não bebe e dirige. Que deve fazer o agente? Perdoar pois era só uma bebidinha no aniversário de casamento? Aliviar porque a ligação era para discutir um problema importante no casamento? Cambada de enrolados. Querem mole. É por isso que o Brasil é o país do vale tudo. Abraços, João Peres

*

Bom dia, Sr. Juremir.

Sou leitor assíduo de sua coluna no CP e aprecio suas opiniões sobre os diversos assuntos que abordas.

Mas a coluna de hoje, 09/12, pega muito pesado com o sofrido motorista brasileiro. Há vinte anos me sustento como representante comercial e já devo ter rodado uns dois milhões de quilômetros país afora. Não sou motorista chorão, não tenho problemas com multas e nem com acidentes mas, definitivamente, não há condições do pleno cumprimento do CTB.

A infraestrutura rodoviária é dos anos 70 e a regras caminham cada vez mais para o colapso do sistema viário. Para se ter uma idéia, entre Lajeado e Estrela a PRF faz a farra multando acima de 60 kms horários numa pista duplicada e com 10% do fluxo da BR116 entre POA e NH, onde a máxima é de 80 kms horários. Isso é indústria de que mesmo?

O poder público cobra dos motoristas altíssimos impostos, de propriedade e dos combustíveis, e se aparelha da última tecnologia para extorquir nas ruas e estradas. Duplicação de rodovias, melhora no fluxo nos centros urbanos, etc. sempre vem em segundo plano. Sem contar o explícito incentivo ao aumento da frota. Mais veículos, mais impostos, mais multas.

A pena pecuniária é sempre suspeita. Ela alimenta um círculo vicioso no sistema de trânsito que, deixando a hipocrisia de lado, o que menos contempla é a verdadeira intenção de educar.

Eu desafio qualquer autoridade de trânsito a se submeter ao sistema arrecadador das ruas e estradas sem uma única autuação. Que alguém se candidate! Vejo todos os dias viaturas oficiais das polícias, do próprio Detran, das prefeituras, etc. rasgarem o CTB.

Não dá para suportar hipocrisia e dissimulação. Mas não dá mesmo!

Sr. Juremir, esta opinião não compartilho com motoristas criminosos que realmente andam por aí e que devem ser eliminados das ruas e estradas.

Abraços

Jaime Diehl

*

Boa tarde, Juremir

A sua crônica de hoje "A Indústria da Multa" publicada no Correio do Povo é tudo aquilo que precisava ser dito aos maus motoristas. Um primor. Parabéns!

Também não dirijo, por isso acredito ter isenção para julgar as loucuras (que não são poucas) que são praticadas por motoristas nas ruas e esquinas aqui de Vacaria.

Um abraço

Henry A. Bettanin

*

Sr. Juremir! Li atentamente sua coluna no correio de hoje (09.12.11). E concordo com praticamente todos os aspectos, pois durante toda minha vida de "motorista" posso afirmar que quase sempre fui muito cuidadoso. Mas não posso assimilar em ser notificado de uma multa em Porto Alegre quando estava em Tapera, que é onde resido. Abaixo vc poderá verificar o que ocorreu, pois já estou no terceiro recurso e para eles ainda sou considerado culpado. E pelo que tenho conhecimento, estou apenas perdendo meu tempo, pois estes recursos sempre são ignorados, ou não?

Saudações
Cláudio Bervian

Em 14 de novembro de 2011 15:46, EPTC - Empresa Pública de Transporte e Circulação escreveu:
Senhor: Em atenção a sua mensagem, informamos que não cabe à EPTC interferir nos julgamentos de defesas/recursos de infrações. Salienta-se que seus argumentos de defesa devem ser apresentados, por escrito, na defesa/ recurso.Atenciosamente, Vanessa
Agente de Atendimento - Mat. 7544
eptc@eptc.prefpoa.com.br

De: Claudio Bervian [mailto:claudiobervian@gmail.com
Enviada em: sábado, 12 de novembro de 2011 14:06
Para: EPTC - Empresa Pública de Transporte e Circulação
Assunto: Multa indevida ao veículo IRI4650 Prezados senhores: Volto a comunicar minha inconformidade com a aplicação de multa ao veículo de minha propriedade IRI4650 em 30/12/2010, pois naquela data, às 20:43 hs, tanto eu como o veículo mencionado estávamos em Tapera e não em Porto Alegre. Já tive dois recursos indeferidos e estou aguardando o julgamento do terceiro. Não sei o que é levado em consideração qdo do julgamento deste tipo de processo. Mas nem sempre o proprietário está errado, da mesma forma que nem sempre o autuador está certo. Qdo recebi a primeira notificação,cheguei a pensar em clonagem, mas isto não se confirmou, graças a deus. Registrei ocorrência e apresentei declaração de testemunhas que eu de fato estava em Tapera. Nos recursos informei que o agente autuador poderia/devia ter se enganado ao anotar a placa do veículo que ele "multou" por falta do cinto de segurança. Agora, tenho certeza disso, pois no dia 31.10.2011, em torno das 10:20 hs, qdo eu estava retornando de Poa para Tapera, nas proximidades do Jardim Botânico estava logo a minha frente um FIAT com placas IRI6450,  o que entendi ser uma grande coincidência. Pois quantos outros carros tem placas parecidas/semelhantes? No AUTO DE INFRAÇÃO número 2253489, não foi informada a cor do veículo, simplesmente porque o agente autuador matrícula número 15636 não sabia de que cor era o veículo que estava multando, uma vez que ao procurar os dados do mesmo, só o fabricante era o mesmo: FIAT. O carro  autuado não, pois o que ele viu e o multado são diferentes. O valor é pequeno e são só 5 pontos. Mas a INJUSTIÇA por se pagar o que não se deve é grande. Sem contar o tempo perdido até agora. Vamos lá, gente, observem os dctos apresentados e constatem o quanto está claro que houve um engano.Obrigado pela atenção, Cláudio Bervian

*

Boa tarde Juremir, acabei de ler a tua coluna de hoje, e gostaria de te
dizer que concordo em partes contigo, o que reclamo quando falo em
Indústria da Multa, é na questão de que só vejo Policiais nas estradas,
escondidos, em locais onde é bem provável que alguem possa tentar fazer
algo errado, corra demais, antes de qualquer coisa estou a muito tempo sem
levar multa, portanto não é por isso o desabafo.
Gostaria de ser parado nos postos da Polícia, ou em qualquer local, mas
para verificarem documentos, condição do veículo, pneus e tudo mais, não
reclamo nunca quando sou parado pelo pessoal da Brigada para alguma
checagem.
Acho que ficar escondido só para multar, é igual a ler a tua coluna todo o
dia, na esperança de achar uma palavra escrita errada ou mal colocada.
Devem multar, devemos ser corrigidos, mas isso é finalidade meio e não
fim.
Um abraço.
Att.
Nader Ali Umar

*

Juremir, parabéns!

Finalmente uma coluna sensata sobre essa hipocrisia que corre solta, malhando a “indústria da multa”.

Só faltou você abordar a incoerência hipócrita dos grandes grupos de  mídia de radio e televisiva, que diariamente “informam” seus ouvintes sobre a localização dos radares móveis na cidade. Esses são os mesmos que fazem campanhas por maior segurança no trânsito. No mesmo enfoque também estão as leis que obrigam a existência de placas de sinalização informando a localização de pardais, etc, e que funcionam fazendo o motorista reduzir a velocidade junto a esses instrumentos de controle, para logo a seguir bater todos os recordes de excesso de velocidade como “compensação” pelo tempo perdido.

Saudações

Antonio Carlos Formiga / Uruguaiana – RS

*

Olá Juremir,

Apesar de concordar plenamente contigo nas questões referentes à necessidade de controle e em multar os motoristas que cometem infrações e de estar totalmente de acordo contigo quando dizes que a tal de "indústria das multas" não existe (afinal, só é multado quem comete infração), devo discordar radicalmente de tua postura em relação aos motoristas.
Não posso aceitar que alguém (e aqui o fato de não dirigires é um fator que desclassifica tua opinião, pois te impede de avaliar a situação tendo passado por ela como agente efetivo ) diga , e não é a primeira vez em teus textos, que "O motorista é, em princípio, um ser selvagem ..."
Tenho muito anos de direção e muito tempo atrás do volante (meu veículo atual tem quase dez anos de uso e mais de 190.000 Km rodados ...) e já vi muita coisa no trânsito, mas o que colocas como regra, para mim é a exceção.
Como explicar que o trânsito de uma cidade do porte de Porto Alegre, por exemplo, "funcione" diariamente com os milhares de veículos que circulam por suas ruas ??? Quais seriam os índices de acidentes, brigas, confusões ... se "todos os selvagens" agissem como dizes que "eles" agem ???
O trânsito é complicado ??? Claro. Há motoristas selvagens ??? Óbvio.  Mas, Juremir, a grande maioria dos motoristas respeita as regras. O trânsito pode e deve melhorar. No entanto o motorista , per se, não é um revoltado que usa o automóvel como arma. Lamento que tenhas esta aversão por dirigir, quando bem usado o automóvel é capaz de dar grandes alegrias (muitas fantásticas viagens já fiz com minha família, sendo levado a recantos maravilhosos por este meio de transporte).
Em resumo, meu caro Juremir, cuidado com as generalizações, principalmente quando não tivestes a oportunidade de conhecer um dos lados da história.
Abraços
José Artur Chies

*

PREZADO JUREMIR:

Admirador de teu texto e de teu estilo, leio-te quase diariamente. Criado em Rivera e começando minha vida em Livramento tenho ainda afinidade maior contigo. ( meu pai foi asilado político e minha mãe ainda mora em Rivera)

Hoje, contudo, como Voltaire, digo que reconheço legítimo e admirável teu direito a escrever a crônica sobre as multas, não obstante discorde dela.

Como Voltaire, defenderei até a morte o direito de que continues a pensar assim, afinal são coerentes as premissas que vão lançadas no teu artigo

Mas, me permites um contraponto ???

O trânsito é apenas o sintoma de uma doença e quanto mais retrógrada uma estrutura social , mais caótico o trânsito Não te parece ?

Depois de muitos anos(muitos mesmo) , conheci a Europa e pude testemunhar algumas coisas bem interessantes como, por exemplo:

- as estradas são impecáveis e na maioria dos países não há limite de velocidade , apenas sugerem mínimas e máximas ....

- no Brasil defeitos na pista ( buracos e calombos ) sinalização precária , etc, etc causam dezenas de mortes diariamente

- a velocidade MÍNIMA que consta no código não é respeitada por carretas e caminhões que , em sua grande maioria, com EXCESSO DE PESO E CARGA , destroem as rodovias e nas subidas se arrastam a 20 ou Km por hora causando nervosismo e filas que implicam em acidentes ....

- Aliás isso pode ser visto diariamente e RARAMENTE a polícia fiscaliza ou multa e os relatos que se ouvem são bem complicados .......

- A par disso, os serviços de transporte intermunicipal (ônibus) são MONOP´´OLIOS privados que ninguém consegue explicar meu querido JUREMIR ......

- ESCREVI VÁRIOS ARTIGOS SOBRE ISSO e cansei , porque nunca deu em nada e olha não estou falando deste ou daquele governo , pois passaram pelo PIRATINI TODOS OS PARTIDOS E NENHUM CONSEGUIU mudar esse monopólio

- JUREMIR de Rivera para MOntevideo existem tres ou quatro empresas disputando clientes ..... tem preço e qualidade para ver e comparar .... nós aqui no RS somos escravos de uma só empresa

Livramento a Porto Alegre só a OURO E PRATA

SANTA MARIA A POA - só a PLANALTO ...

e por aí vai ....

De São Sepé onde hoje eu resido para POA são cinco horas de ônibus num pinga-pinga brabo ...e claro que tempo é ouro nos dias atuais , de modo que vou de carro quando preciso ir .....

Muita da selvageria vista no trânsito é , pois, consequencia de um caos estrutural e a MULTA só colabora para alimentar essa máquina corrupta e ineficiente de um estado perdulário , incapaz de gerir os recursos coletivos com honradez e decência , vigorando nas repartições a perfídia e a corrupção como REGRA e a conduta impoluta como EXCEÇÃO

Por isso é que não concordei - hoje - com teu artigo e em homenagem ao carinho e admiração que tenho a teu inegável e reconhecido talento, busquei justificar a discordância

um fraterno abraço

IVAN CEZAR INEU CHAVES

*

Juremir:

De pleno acordo com todas as suas afirmações. Minha primeira habilitação data de 1970. Nunca tive um ponto sequer na carteira por infração e , em 41 anos talvez tenha sido multado três ou quatro vezes. Tu esqueceste de referir os casos de "azuizinhos" que fazem vista grossa para alguns delitos. Atenção para o que segue: Moro na avenida Bagé. Quase na esquina com a Carazinho há uma dessas tais "fábricas" de "água mineral". O caminhão que descarrega a mercadoria é estacionado transversalmente na calçada impedindo o transito de pedestres. Uma médica cadeirante desloca-se diariamente pela minha calçada e deve transpor o obstáculo transitando pela rua. Além dela há as mães que transitam com seus carrinhos de bebê e são obrigadas à mesma manobra. Pergunte à tal firma das águas cristalinas se em algum momento ela foi molestada pela EPTC.
A conferir.
Um abraço.
Fernando.

*

Perfeita sua colina do dia 09/12/2011, postada no correio do povo, referente à "indústria da multa", na qual pessoas de caráter duvidoso no trânsito utilizam-se desta premissa para justificarem suas sequências de erros e aberrações na condução de um automóvel nas nossas ruas e vias, marginalizando os responsáveis pela fiscalização da conduta dos motoristas, que são os fiscais de trânsito, invertendo o ônus, onde os culpados não são os infratores, mas sim, aqueles que fiscalizam e zelam pela boa conduta e parcimônia de motoristas, motociclistas e pedestres, que tornam-se algozes ao autuarem um condutor-infrator, que ve naquele ato lícito algo terrível e desumano, que foi feito por perseguição, intolerância ou despreparo do agente. Pura balela, pois pessoas de bem, com um mínimo grau de percepção, sabe que o trânsito é reflexo direto das atitudes de nossos "gentis" condutores que extravasam as leis, burlam as regras, com o objetivo de sobreporem o direito individual ao coletivo. Todos temos uma parcela de culpa. Uns mais, outros menos, pois como bons cidadãos temos de respeitar tais profissionais e seguirmos as regras. E quem retroalimenta esta indústria é justamente aquele que reclama da fiscalização e coloca azulzinho, no imaginário, em cima de árvores ou dentro delas, pois são tão imprudentes no trânsito que nem percebem quando e quem os autuou.

Tenho dito,
Gerson Gregis.
Gravataí - RS

*

Olá Juremir!

Sou tua fã, leio crônicas, livros, textos publicados sobre diversos assuntos e ainda de cito em conversas.
Mas, hoje lendo "Indústria da multa" não resisti para te dizer que faço minhas as tuas palavras. Conseguiste, como sempre, escrever o que é...
Também sou adepta do transporte coletivo e acredito que é através de pessoas conscientes da importância dele que ele melhorará, tanto que faço Filosofia na UNISINOS e vou de trem... claro que o nosso trem precisa de tecnologia atual, mas já é um avanço considerando que quando fiz Direito só tinhamos o meio rodoviário para nos deslocarmos. Aliás outro dias tu também escreveste sobre quando as pessoas vão para a Europa só andam de transporte público e quando estão o Brasil só querem carro, pois eu vivia dizendo isso e lá estava o teu texto nos mesmos termos, adorei e reforcei o meu "discurso". Claro que ainda precisamos melhorar muito, porque é dificil ...

Era isso, um forte abraço e mais sucesso,

Gislaine Paz Kaufmann

*

Como assinante do Correio do Povo e consumidor "moderado" de suas obras li a sua matéria sob o título "Indústria da multa". Como tudo na vida o jornalista tem, sim, em parte, razão. Todavia, restringe-se a classificar a "indústria da multa" como o ato de multar. Vai além. E muito. Uma experiência pessoal dá a dimensão até onde pode chegar a sanha arrecadatória dos agentes de trânsito. Sou deficiente auditivo. Uso prótese nos dois ouvidos. Pois bem: fui multado pela utilização de celular em pleno tráfego. Surpreso  pq minha deficiência me torna, naturalmente, um "inimigo" do telefone. A notificação, como de praxe, consignava o local, dia e hora da infração. Meu celular é da operadora CLARO. Me dirigi a uma de suas lojas e lá obtive a informação que, cinco dias antes e dez dias depois da dita "infração" não tinha feito ligação alguma e tampouco recebido qualquer ligação. Foi-me dado comprovante. Recorri sob a alegação de que o agente autuador não viu o aparelho. Viu um gesto de mão ao ouvido (ou orelha) pois os aparelhos auditivos (audífonos) possuem uma roldana na parte posterior para regular o volume do som. Instrui o recurso com nota fiscal da aquisição dos dois aparelhos e o extrato da Claro comprovando a inexistência de qualquer utilização do celular no período de quinze dias. resultado: o recurso foi sumariamente indeferido. Sucede que os tais agentes não estão preparados para identificar os portadores de deficiência auditiva. Cabe sinalar que um audífono nada mais é que um amplificador de som. Conforme o ruído externo do trânsito somos compelidos a reduzir o volume, uma vez que o ruído excesivo provoca desconforto e até pode confundir os sons, fazendo com que o deficiente possa correr riscos imprevistos. Não é da cultura geral da população entender ou conhecer as necessidades de um deficiente auditivo e como funciona um audífono. Chego agora onde quero chegar: é sabido, público e notório, que as tais juntas recursais apenas são instâncias indferitória de recursos, talvez nem chegando a examinar o mérito da questão. Como tais multas, a maioria delas, na casa dos R$ 100,00, desestimula a via judiciária, 80 ou 90% das multas, sejam procedentes ou não, serão pagas pelos "infratores"  que têm mais o que fazer na vida. Donde a tal "indústria da multa" prospera. O agente não viu o celular sendo usado, apenas intuiu. O que viu foi, talvez, um gesto de ajustamento do som do audífono e lascou brilhantemente a infração, reprimindo, assim, "um perigoso transgressor das leis do trânsito",. E, de quebra, cumpriu sua cota diária. A vida seguiu seu curso inexorável. O agente rigorosamente com seu dever cumprido. Eu, o perigoso transgressor, só espero que em alguma fase da evolução da humanidade as "otoridades" recebam algumas noções básicas sobre as limitações dos deficientes e percebam que nem todos são tão perfeitos como eles se imaginam...

Luis Felipe Gonçalves

*

Prezado Juremir. Se formos na etimologia da palavra, de fato existe uma
indústria de multas. Mas isto não justifica o comportamento dos
motoristas. Na minha opinião, há uma dificuldade de comunicação entre os
órgãos que atuam no trânsito e os transeuntes. O código prevê o caráter
educativo, e qual o aprendizado de se receber em casa uma multa um mês
depois? É difícil até relembrar a situação que gerou a autuação.
Historicamente, as mudanças culturais iniciam por iniciativa do poder
constituído, ou seja, o governo deve tomar a iniciativa de organizar o
trânsito e definir a melhor forma de comunicação com a população, já que
o enlatado atual já fracassou.
Att.
Gustavo.

*

Caro Cronista.

Excelente sua coluna de ontem: "Indústria da multa".
No  ramo de transporte coletivo existe um
mistério(para mim), porque os motoristas de ônibus de Porto Alegre não
usam cinto de segurança?
Saudações
Jorge Kertész

*

Caro Juremir
Sinto informar porem tu como comentarista de transito fica  parecido com o  Maguila (ex boxeador), comentando alguma romance teu que ele nunca leu.

Não sei se é industria da multa, porem elas são emitidas de maneira irresponsável e sem critérios.

Eu ja fui multado duas vezes por parecer estar sem cinto de segurança, pois tenho muitas camisetas pretas e os agentes no afã de multar, não observam com atenção e são rápidos no bloquinho, tive duas vezes que impugnar as multas, pois eu ando sempre de cinto, apesar de com este transito que passa a maior parte do tempo parado, estar de cinto é de uma inutilidade completa. Quem paga a minha incomodação em fazer a burocracia etc... Atualmente estou multado pois coloquei o carro na entrada de garagem do edificio onde mora minha mãe, levei ela no supermercado e enquanto descarregava as compras e entrava no predio para abrir a garagem por dentro, um diligente agente da eptc me deixou uma autuação no limpador de parabrisa. Maravilhoso vou ter de usar meu tempo já corrido para a burocracia da multa.

Em outra ocasião fui multado por falar ao celular em um lugar que não estava, em um numero que não existe, pois falava numero 700 e a rua terminava em 500, era claramente um erro cometido na pressa de fazer metas (eles tem metas), quando apresentei defesa ela foi impugnada pois não apresentei prova de que a rua terminava no numero 500 (? Até hoje estou pensando se as ruas não são um fato consumado de dominio publico, como devo fazer a prova, levando uma certidão da prefeitura. Outra ocasião durante um engarrafamento de duas horas na saida do aeroporto, tinha um show no pepsi on stage, tambem fui multado por falar no celular, o carro estava até desligado pois a fila não se movia, o agente diligente a pé me autuou, não teve coragem de me entregar a multa pessoalmente o que poderia ter feito pois o trafego ficou parado por mais de uma hora.

Não venha falar sobre coisas que não sabes.

A tua experiencia no assunto é infima, não te da o direito de falar sobre isto.

A policia rodoviaria pode te contratar para palestra sobre literatura, historia do Rio Grande etc.. porem para falar sobre transito é ridiculo.

Atenciosamente
--
Alvaro Pacheco Filho

*

O que tem de malandro pegando o acessório como principal é de cair a cara no chão.

Ganso