Juremir Machado da Silva

Sobre Obama, a madrinha e outros

Sobre Obama, a madrinha e outros


Muito bem inspirado o comentário de hoje no correio, para que a madrinha? e se fosse no Brasil? mas como é americano, tudo é bonito.... abraço, José Paulo Pimentel.
José Paulo Pimentel
erinha escreveu:

Oi Juremir, gosto de te ler no Correio. Amei o artigo do Obama..fiquei com inveja branca. Eu queria ter escrito !!! hahahaha att. verinha renner


Obrigada, Juremir.
Tu sempre me surpreendendo.
Só pra saberes: tenho uma camiseta da Dilma.
E não tenho camiseta do Obama!
Claudia


Criativo pra c...aramba teu texto sobre a madrinha. Ri até não poder mais.
Leandro Ribeiro

Gosto imensamente do fato de teres “olhos de lince” e “ ouvidos de tuberculoso”. Pelo menos alguém neste Brasil varonil... que se manifesta.
Não sou petista, não sou fã do Lula. Mas, assim como tu, gosto das coisas claras e justas. Se vale para um, vale para todos.
Parece que a mídia brasileira continua ostensiva e explicitamente parcial. Ao lado dos mesmos, é claro.
Meus respeitos à inteligência e à sabedoria que tens oferecido aos leitores na tua coluna.
Clairde

Juremir,
"Adoro" seus lances, próprios de quem tem olhos de lince! A madrinha! O echarpe! Bah, quantas coisas podem ser lidas por trás das aparências: O porquê das amabilidades: nosso "petrolinho" ...
Ir. Madalena

De onde tu tiras essas coisas, Juremir? Essa da madrinha foi demais.
Giana

Obama em dois capítulos, Ju, um dia sim e outro também. Um no cravo e outro na ferradura. Matou a pau. Também pudera, né, mestre?, não é todo dia que o Homem bota o pé aqui na senzala.
Maria Helena Perez

O EQUÍVOCO DE OBAMA
Inocêncio Nóbrega
Historicamente os temas internacionais brasileiros eram restritos mais ao Executivo e mantidos longe do debate público. Os compromissos externos se cingiam, basicamente, na área do direito, refletidos nos preceitos de soberania e auto-determinação de cada país. Por conseguinte, salvo situações episódicas do passado o Brasil tem pautado pelo princípio de não ingerência nos assuntos alheios, sempre se contrapondo a leis do mais forte e da selva.
José Bonifácio pregava o pan-americanismo como sentimento de concórdia entre os povos americanos, herança que chegou ao governo de Juscelino. Os presidentes Janio Quadros e João Goulart içaram a bandeira de uma política externa independente, no que serviu de norma no segundo quatriênio do governo Lula. Para Castelo Branco, todavia, “o que era bom para os Estados Unidos o era, também, para o Brasil”, assim rompendo com coerência no plano exterior. Dentro dessa parceria com os galegos do norte concordou, em 1965, invadir a República Dominicana, porque as eleições presidenciais não agradaram o Tio Sam. Nesse período, na ONU incorporou-se a Portugal e África do Sul nas suas atividades colonialistas, condenadas pela comunidade internacional.
A geopolítica no mundo, agora, é outra, levando à América Latina a idéia de formação de blocos, na segurança de seus territórios e de compartilhamento com a integridade política de nações de outros continentes. A Alba, a Unasul e o Mercosul, que vem substituindo a Alca, proposta pelos EUA, são para estes, uma pedra no sapato. O presidente Obama, que aprendeu dizer “obrigado” em português, ignorou que o Brasil tem procurado aliar sua condição de 7ª Economia à uma política não intervencionista e de união entre os povos. Seus estudos e diplomacia, porém, falharam na hora em que se serviu do nosso solo para autorizar os ataques à Líbia. A redemocratização que buscamos não foi, apenas, para gerir nossos destinos, internamente, ela vem sendo aplicada, igualmente, para relacionamento com nossos irmãos, de qualquer parte do planeta. Ela não se assemelha à democracia estadunidense. O equívoco de um chefe de estado, que estava a nos visitar, feriu, frontalmente, a tradição de paz da família brasileira. Felizmente a presidenta Dilma não adota a subserviência de Castelo, ao condenar o bombardeio, por interesses unicamente no petróleo.

Olá, Juremir!
Parabéns pelo teu escrito sobre "Piso e teto", não poderias
ter sido mais feliz ao emitir esta opinião.Na medida certa.É,
simplesmente,como e o que eu penso, e imagino que milha-
res de professores de bom senso, diga-se de passagem, tam-
bem . Essa frase: "Só faça e diga na oposição aquilo
que poderá dizer e fazer quando for situação", arrasou. Aliás,
isto deveria ser norma para todos os políticos.
Um grande abraço,
Olívia