Tarantino e a vingança das mulheres
Quentin Tarantino é o melhor de todos!
É o Michel Houellebecq do cinema.
Michel Houellebecq e Maurice Dantec juntos.
Tarantino é doido. Só um doido pode fazer filmes maravilhosos.
O Brasil só teve um Tarantino: Glauber Rocha.
Tarantino é rei da reciclagem.
Coloca todas as suas fantasias na tela.
Tem uma ervilha na cabeça.
É isso que faz dele um gênio.
Consume o pior e o melhor da cultura.
Ele é a cara do patético da sociedade americana.
Junta todos os clichês e faz deles uma narrativa alucinante.
Não há Tarantino sem uma juxebox.
Sem um um bêbado sonhando com uma gata que lhe fará uma dança erótica no meio do bar.
Tarantino é fo...go.
Apesar dos quase três anos de atraso, o filme "À prova de morte", finalmente em cartaz no Brasil, é deliciosamente absurdo, louco, brega, fashion, maluco, surpreendente e previsível.
Tarantino é Tarantino: tudo e o contrário.
Um assassino tarado persegue mulheres no seu carrão turbinado dos anos setenta.
Ele pega e mata. Nem come.
Um carcará com uma cicatriz no meio da cara e todas as frases de um filme b.
Aparece uma turma de mulheres sem medo de coisa alguma, com um carro semelhante.
Ele as ataca.
Elas revidam.
Numa tradicional perseguição de carros americanos, o macho persegue as fêmeas, que, como numa propagada de cerveja, invertem o jogo e perseguem o macho, que se acovarda, apavora e se mija de medo.
A perseguição é implacável.
Eles o pegam, espacam e matam.
Azar dele.
Um belo filme para Bruno, Macarrão, Coxinha e cia verem na cadeia.