Juremir Machado da Silva

Tarso Genro e Adão Villaverde falam de livro no avião

Tarso Genro e Adão Villaverde falam de livro no avião

Tarso Genro é um intelectual.
Adão Villaverde também.
No avião, num retorno a Porto Alegre, bateram um papinho sobre livros.
Está aí a prova.
Fico feliz.
É leitura qualificada.
"Vozes da Legalidade" é mais um pedaço de mim.
Um terceiro pedaço numa tentativa radical de contar a história do Rio Grande do Sul como uma narrativa.
Foi assim com Getúlio.
E mais ainda com 1930: águas da Revolução.
Depois, dei um salto para trás, com "História regional da infâmia, o destino dos negros farrapos e outras iniquidades brasileiras, ou como se produzem os imaginários.
Li toda a bibliografia que pude encontrar e debulhei mais de 15 mil documentos.
Tenho feito romance de não ficção.
Narro o acontecido, conforme documentos e/ou depoimentos, com o tom do romance.
A História é mais rica do que qualquer invenção.
Ao fazer "Vozes da Legalidade", compreendi que nos últimos 50 anos os dois maiores heróis brasileiros foram Leonel Brizola e João Goulart.
Quando penso nesses livros, penso numa música do Chico Burque: "Oh, pedaço de mim, Oh, metade arrancada de mim"...
Escrever é um prazer, mas também é um sofrimento.
É preciso sentir um tempo e parir uma verdade.