NOTA SOBRE A REUNIÃO DE SETORIZAÇÃO DO BEIRA RIO
Somos um movimento de torcedores do Internacional, e nosso compromisso é trazer o povo de volta ao Beira-Rio, respeitando a história do Inter. Este é o pilar principal do Povo do Clube. Queremos que o Gigante volte a figurar entre as melhores médias de público do futebol brasileiro.
A reforma e modernização do Beira-Rio era o momento ideal para o clube reafirmar a sua identidade popular e manter o estádio pulsando para incentivar o time. Fomos contra a colocação de cadeiras locadas na antiga inferior e superior da Avenida Padre Cacique, pois já abrimos mão da social para a parceria. Visando compensar uma possível perda de receita, propomos um modelo que incentivaria a adesão de novos sócios, e não a exclusão de torcedores que sempre estiveram ao lado do clube (Pacto pelo Inter).
Fomos à luta. Percorremos diversos caminhos diferentes desde janeiro, dentro e fora do Clube, tentando participar deste processo o mais ativamente possível, pois tínhamos (e ainda temos) convicção de que manter a torcida ao lado do time é o melhor para o Inter.
Em janeiro e março estivemos reunidos com a Direção, sem sucesso pois acreditam piamente nesse projeto. Em abril fomos barrados em uma das reuniões que começava a tratar do modelo de setorização, com a explicação de que era sigilosa, ou seja, tudo estava sendo preparado para ser decidido a portas fechadas, sem a participação presencial do sócio.
Nos últimos meses, estivemos em reuniões com a Comissão de Relacionamento com Sócios, que nos pediu respaldo para derrubar o modelo inicial da gestão que ao invés de 5.500 locadas era de 14.000 locadas na inferior (que foi o primeiro modelo apresentado na imprensa). Com esse apoio houve a redução das locadas, o que foi considerado por essa Comissão uma vitória, mas não por nós do Povo do Clube. Estivemos reunidos com líderes oposicionistas, onde reafirmamos o projeto sem locadas e, apesar das palavras, também não tivemos êxito.
Fizemos abaixo-assinado contra as locadas na inferior e superior. Em três jogos em Novo Hamburgo, com escassos recursos de pessoal e logística, conseguimos milhares de assinaturas. A adesão da torcida foi comovente. Nesta experiência tivemos a certeza de que o Inter ainda é o Clube do Povo e que a torcida se preocupa em quanto vai gastar para frequentar o Beira-Rio. Conseguimos 2.400 assinaturas que foram protocolados e entregues ao presidente do Conselho, ao presidente do Clube e aos conselheiros.
Procuramos espaço na mídia para divulgar o sucesso do abaixo-assinado. São incontáveis os "releases" que enviamos a TODOS os veículos de imprensa. Sempre estivemos com faixas no abaixo-assinado, NUNCA apareceu um fotógrafo sequer ou um repórter para entrevistar-nos. O máximo que conseguimos foram espaços nas rádios Guaíba e Grenal. Na mídia escrita, conseguimos algumas notas na coluna do jornalista Hiltor Mombach. Sempre visamos valorizar a CAUSA e não o movimento. Há dois dias foi publicada reportagem na RBS sobre a setorização, visivelmente tendenciosa, querendo acalmar o torcedor, e nenhuma menção sobre o abaixo-assinado e a manifestação que estava sendo organizada para a reunião de ontem.
Nas últimas duas semanas tivemos reuniões de 3 horas com o presidente do Conselho Sr. Ibsen Pinheiro, sendo que o mesmo disse que concordava com o Pacto pelo Inter. Também nos reunimos com o presidente da Comissão de Obras Sr. Max Carlomagno, o qual nos deixou sem resposta para algumas das nossas argumentações, como por exemplo o impacto na modalidade sócio Campeão do Mundo dessas locadas na inferior e superior.
Chegamos à reunião de ontem. Mesmo considerando que o modelo já estava aprovado sem o devido debate pelas correntes políticas do clube, fomos levar a opinião dos torcedores que pensam como o movimento (apesar de parte da direção dizer que não existimos).
Dado o resultado, em que foram aprovadas as cadeiras locadas, alguns colorados presentes na manifestação (não pertencentes ao movimento), não seguraram a sua indignação e cometeram abusos, que o Povo do Clube repudia veementemente Salientamos que a indignação e os problemas aumentaram após alguns conselheiros no interior do local fazerem provocações irresponsáveis e canalhas em frente às janelas, fato que foi duramente criticado pelos seguranças privados do Inter. Esses conselheiros, além de ter medo de democracia, contribuíram para acirrar os ânimos.
Conseguimos, com a ajuda dos seguranças do Internacional, dispersar os manifestantes que estavam mais exaltados. Afirmamos, e temos a testemunha dos seguranças do Inter, que os integrantes do Povo do Clube tentaram de todas as formas "segurar" os atos de violência, que no fim das contas foram duas vidraças quebradas. NÃO ADMITIMOS SER CHAMADOS DE VÂNDALOS OU BADERNEIROS, como muitos já estão aproveitando para nos rotular...
Contudo, fica uma reflexão é importante: o que são três janelas quebradas diante de um atentado violento contra a historia do clube, sem falar nos mais de 100 mil sócios, sendo 70 mil com carteira branca, que agora estarão confinados a menos de 5 mil lugares (perderam mais da metade da capacidade e "madrugarão" uma semana em filas em jogos importantes)? Essa tentativa de criminalizar o movimento é tática conhecida. Foi grosseiro o modo como o Clube tratou sua torcida, chamando o CHOQUE para nos intimidar e fechando as portas da reunião.
Além de repudiar a violência, também não vamos aceitar o uso político do episódio, como alguns colorados estão tentando fazer. Queremos lembra-los que o estatuto do clube precisa de reformas, visto que mais de 30 por cento do conselho não estava presente na reunião mais importante do ano, e que na eleição passada não tivemos eleição direta para a presidência. Por fim, queremos dizer que O POVO DO CLUBE não vai desistir jamais da sua principal causa, que é a de devolver o Internacional ao seu Povo.
Saudações Coloradas
Somos um movimento de torcedores do Internacional, e nosso compromisso é trazer o povo de volta ao Beira-Rio, respeitando a história do Inter. Este é o pilar principal do Povo do Clube. Queremos que o Gigante volte a figurar entre as melhores médias de público do futebol brasileiro.
A reforma e modernização do Beira-Rio era o momento ideal para o clube reafirmar a sua identidade popular e manter o estádio pulsando para incentivar o time. Fomos contra a colocação de cadeiras locadas na antiga inferior e superior da Avenida Padre Cacique, pois já abrimos mão da social para a parceria. Visando compensar uma possível perda de receita, propomos um modelo que incentivaria a adesão de novos sócios, e não a exclusão de torcedores que sempre estiveram ao lado do clube (Pacto pelo Inter).
Fomos à luta. Percorremos diversos caminhos diferentes desde janeiro, dentro e fora do Clube, tentando participar deste processo o mais ativamente possível, pois tínhamos (e ainda temos) convicção de que manter a torcida ao lado do time é o melhor para o Inter.
Em janeiro e março estivemos reunidos com a Direção, sem sucesso pois acreditam piamente nesse projeto. Em abril fomos barrados em uma das reuniões que começava a tratar do modelo de setorização, com a explicação de que era sigilosa, ou seja, tudo estava sendo preparado para ser decidido a portas fechadas, sem a participação presencial do sócio.
Nos últimos meses, estivemos em reuniões com a Comissão de Relacionamento com Sócios, que nos pediu respaldo para derrubar o modelo inicial da gestão que ao invés de 5.500 locadas era de 14.000 locadas na inferior (que foi o primeiro modelo apresentado na imprensa). Com esse apoio houve a redução das locadas, o que foi considerado por essa Comissão uma vitória, mas não por nós do Povo do Clube. Estivemos reunidos com líderes oposicionistas, onde reafirmamos o projeto sem locadas e, apesar das palavras, também não tivemos êxito.
Fizemos abaixo-assinado contra as locadas na inferior e superior. Em três jogos em Novo Hamburgo, com escassos recursos de pessoal e logística, conseguimos milhares de assinaturas. A adesão da torcida foi comovente. Nesta experiência tivemos a certeza de que o Inter ainda é o Clube do Povo e que a torcida se preocupa em quanto vai gastar para frequentar o Beira-Rio. Conseguimos 2.400 assinaturas que foram protocolados e entregues ao presidente do Conselho, ao presidente do Clube e aos conselheiros.
Procuramos espaço na mídia para divulgar o sucesso do abaixo-assinado. São incontáveis os "releases" que enviamos a TODOS os veículos de imprensa. Sempre estivemos com faixas no abaixo-assinado, NUNCA apareceu um fotógrafo sequer ou um repórter para entrevistar-nos. O máximo que conseguimos foram espaços nas rádios Guaíba e Grenal. Na mídia escrita, conseguimos algumas notas na coluna do jornalista Hiltor Mombach. Sempre visamos valorizar a CAUSA e não o movimento. Há dois dias foi publicada reportagem na RBS sobre a setorização, visivelmente tendenciosa, querendo acalmar o torcedor, e nenhuma menção sobre o abaixo-assinado e a manifestação que estava sendo organizada para a reunião de ontem.
Nas últimas duas semanas tivemos reuniões de 3 horas com o presidente do Conselho Sr. Ibsen Pinheiro, sendo que o mesmo disse que concordava com o Pacto pelo Inter. Também nos reunimos com o presidente da Comissão de Obras Sr. Max Carlomagno, o qual nos deixou sem resposta para algumas das nossas argumentações, como por exemplo o impacto na modalidade sócio Campeão do Mundo dessas locadas na inferior e superior.
Chegamos à reunião de ontem. Mesmo considerando que o modelo já estava aprovado sem o devido debate pelas correntes políticas do clube, fomos levar a opinião dos torcedores que pensam como o movimento (apesar de parte da direção dizer que não existimos).
Dado o resultado, em que foram aprovadas as cadeiras locadas, alguns colorados presentes na manifestação (não pertencentes ao movimento), não seguraram a sua indignação e cometeram abusos, que o Povo do Clube repudia veementemente Salientamos que a indignação e os problemas aumentaram após alguns conselheiros no interior do local fazerem provocações irresponsáveis e canalhas em frente às janelas, fato que foi duramente criticado pelos seguranças privados do Inter. Esses conselheiros, além de ter medo de democracia, contribuíram para acirrar os ânimos.
Conseguimos, com a ajuda dos seguranças do Internacional, dispersar os manifestantes que estavam mais exaltados. Afirmamos, e temos a testemunha dos seguranças do Inter, que os integrantes do Povo do Clube tentaram de todas as formas "segurar" os atos de violência, que no fim das contas foram duas vidraças quebradas. NÃO ADMITIMOS SER CHAMADOS DE VÂNDALOS OU BADERNEIROS, como muitos já estão aproveitando para nos rotular...
Contudo, fica uma reflexão é importante: o que são três janelas quebradas diante de um atentado violento contra a historia do clube, sem falar nos mais de 100 mil sócios, sendo 70 mil com carteira branca, que agora estarão confinados a menos de 5 mil lugares (perderam mais da metade da capacidade e "madrugarão" uma semana em filas em jogos importantes)? Essa tentativa de criminalizar o movimento é tática conhecida. Foi grosseiro o modo como o Clube tratou sua torcida, chamando o CHOQUE para nos intimidar e fechando as portas da reunião.
Além de repudiar a violência, também não vamos aceitar o uso político do episódio, como alguns colorados estão tentando fazer. Queremos lembra-los que o estatuto do clube precisa de reformas, visto que mais de 30 por cento do conselho não estava presente na reunião mais importante do ano, e que na eleição passada não tivemos eleição direta para a presidência. Por fim, queremos dizer que O POVO DO CLUBE não vai desistir jamais da sua principal causa, que é a de devolver o Internacional ao seu Povo.
Saudações Coloradas
O Povo do Clube