Juremir Machado da Silva

Tudo se decide neste final de semana

O jogo está aberto.

Se o Inter vencer o Cruzeiro, o Brasileirão volta a ficar interessante.

Se o Atlético-MG ganhar do Criciúma, o que até o IBOPE pode acertar, entra na disputa pelo título.

Se o Datafolha estiver certo, Tarso e Ana Amélia chegam embolados ao segundo turno.

E se o Criciúma ganhar e Sartori tirar Ana Amélia ou Tarso do segundo turno?

No último debate de televisão no RS, Tarso deixou de lado a diplomacia e foi para cima de Ana Amélia.

Cobrou-lhe o fato de ela ter "recebido dinheiro público sem trabalhar", como CC do marido senador na época em que era diretora da RBS em Brasília. É um golpe duro. Ana Amélia ainda não deu uma resposta convincente.

Na contramão, a propaganda antipetista disseminou a informação de que o filho de Olívio Dutra trabalha como CC de Tarso.

E que Tarso empregou uma cunhada quando era prefeito.

É golpe contra golpe.

Foi pouco explorada na campanha, num desses mistérios da política, a informação conhecida de que Lasier Martins empregou a namorada na assessoria do presidente da Assembleia Legislativa, o pedetista Gilmar Sossela.

A pressão fez Sossela ter de demitir a moça.

Lasier deu a explicação padrão: ela era competente e ele nada teria tido a ver com o assunto.

Ana Amélia teve de explicar também a tal história da fazenda em Goiás não declarada no imposto de renda.

O inventário não teria sido concluído.

Todos esses aspectos sinalizam uma única coisa: a campanha deslizou das propostas para as incoerências pessoais.

Ana Amélia e Lasier Martins passaram a vida criticando CCs e contradições de políticos.

Quem bate, em política, também leva.

Basta mudar de lugar no balcão.

Se D"Alessandro estiver em forma, a raposa pode deixar de cuidar do galinheiro.