O jogo está aberto.
Se o Inter vencer o Cruzeiro, o Brasileirão volta a ficar interessante.
Se o Atlético-MG ganhar do Criciúma, o que até o IBOPE pode acertar, entra na disputa pelo título.
Se o Datafolha estiver certo, Tarso e Ana Amélia chegam embolados ao segundo turno.
E se o Criciúma ganhar e Sartori tirar Ana Amélia ou Tarso do segundo turno?
No último debate de televisão no RS, Tarso deixou de lado a diplomacia e foi para cima de Ana Amélia.
Cobrou-lhe o fato de ela ter "recebido dinheiro público sem trabalhar", como CC do marido senador na época em que era diretora da RBS em Brasília. É um golpe duro. Ana Amélia ainda não deu uma resposta convincente.
Na contramão, a propaganda antipetista disseminou a informação de que o filho de Olívio Dutra trabalha como CC de Tarso.
E que Tarso empregou uma cunhada quando era prefeito.
É golpe contra golpe.
Foi pouco explorada na campanha, num desses mistérios da política, a informação conhecida de que Lasier Martins empregou a namorada na assessoria do presidente da Assembleia Legislativa, o pedetista Gilmar Sossela.
A pressão fez Sossela ter de demitir a moça.
Lasier deu a explicação padrão: ela era competente e ele nada teria tido a ver com o assunto.
Ana Amélia teve de explicar também a tal história da fazenda em Goiás não declarada no imposto de renda.
O inventário não teria sido concluído.
Todos esses aspectos sinalizam uma única coisa: a campanha deslizou das propostas para as incoerências pessoais.
Ana Amélia e Lasier Martins passaram a vida criticando CCs e contradições de políticos.
Quem bate, em política, também leva.
Basta mudar de lugar no balcão.
Se D"Alessandro estiver em forma, a raposa pode deixar de cuidar do galinheiro.