Juremir Machado da Silva

Uma versão da luta de classes

Investidores ligados ao Grêmio sondam Paulista para comprar restante dos direitos de Victor
Investidores ligados ao Grêmio sondam Paulista para comprar restante dos direitos de Victor Foto : Divulgação/CBF
Nada de novo no front.

Filho de bilionário atropela ciclista na Baixada Fluminense, próximo de Xerém, em Duque de Caxias.

Ninguém bateu continência.

Salvo, talvez, a polícia para o condutor.

O jovem rico pilotava uma Mercedes SLR McLaren.

Esse carro custa R$ 2 milhões 700.

O atropelador chama-se Thor.

Seu pai é um certo Eike Batista.

Sua mãe, Luma de Oliveira

O atropelado chamava-se Wanderson.

Foi abandonado pela mãe.

Não conheceu o pai.

Vivia de bicos.

O coração do morto parou dentro do carro.

O coração do motorista não saiu do lugar.

A perícia nunca foi tão ágil.

O carro foi retirado do local em tempo recorde.

Thor nem foi conduzido, como é de praxe, a uma delegacia.

Wanderson nunca teria chance de atropelar um Thor.

A isso se chama de ordem “natural” das coisas.

Ou simples e infeliz coincidência.

Antigamente era luta de classes.