Jérôme Valcke é um imbecil poderoso.
Merecia um pé na bunda.
O amigo dele, o calhorda Ricardo Teixeira, está na berlinda.
Vai ver que ele quer mesmo vingar o seu parceiro.
A Fifa é uma instituição mafiosa (sem transparência) que mereceria o mesmo.
Um chute no traseiro avolumado.
Mas o Brasil acredita que pode melhorar sua imagem no mundo graças a um torneio de futebol.
Para que servirá melhorar nossa imagem assim?
Para que mais turistas venham nos visitar.
Esse negócio de melhorar a imagem lá fora é coisa de jeca.
Uma maneira de justificar o desejo de fazer bons negócios aqui dentro.
E bom negócio é construir estádio com dinheiro público.
Tudo na legalidade.
A legalidade é algo que se constroi.
Não pode vender bebida alcóolica nso estádios?
Muda-se a lei.
Inter e Grêmio, dada a realidade de Porto Alegre, deveriam dividir os jogos, metade na Arena, metade no Beira-Rio.
Seria um baita negócio para todos.
Assim os políticos encontrariam pretexto para fazer obras em dois lugares, pois simplesmente cumprir a obrigação não lhes basta.
Futebol só serve para tocar flauta.
Mas flauta não pode contemplar homofobia, racismo e bullying.
O resto é livre.
Alguns torcedores, porém, têm uma ervilha no cérebro.
Tem ervilha coloroda, tem ervilha tricolor.
E aí só pode tocar flauta mostrando a face animalesca que os caracteriza.
Futebol é irrelevante, não muda a vida de torcedor algum, salvo de quem trabalha no futebol.
É verdade que dá sentido para quem nada tem de mais interessante a fazer na existência.
Aí vem o Valcke e chuta o balde.
Pobre do Brasil, que se submete a um troglodita desses.
A presidente foi à Suíça falar com o cara.
Eu o faria esperar quatro horas sentado num banco de pedra.
Tomara que o Aldo Rebelo mantenha a palavra e nem o receba.
Tomara que a Fifa se vingue e leve a Copa para a Inglaterra.
Eu ia rir muito desse final (in)feliz.
Se fosse olho por olho, dente por dente, grosseria por grosseria, bateu levou, o Brasil deveria responder assim a Valcke:
– Enfia essa tua Copa no r...alo.