Viva o pastiche
Bombinha, bombinha! E se o Macaco Simão cair do cipó como fica, José? Ele garante que não tem rabo preso. Quebra a língua. E o LFV subiu. Mas subiu tanto que desapareceu. Tomou o maior pau do Reinaldo Azevedo. Só se ouvia blog, blog, plaft, plaft, toma, toma, de direita. Viva o pastiche. O pastiche é um quase plágio. Ou quase um plágio. Com ideias próprias. Quem goza gozador tem cem anos de gozo garantido. Se cansar, acontece. Tem viagra. Falando nisso, em Palomas, capa de azulzinho é patrocinada pelo viagra, que é para o trânsito fluir bem e não empacar. Como diz o outro tentando curar uma ressaca braba com uma cervejinha: traseiro de bêbado não tem dono. Humorista também não. Está tudo em casa. Em casa da mãe-joana. O brabo é uma chuvinha pelas costas.
Aí a vaca pós-moderna disse ao telefone para o boi lerdo: estou ligando para anunciar um novo plano. Vamos estar pastichando nos próximos tempos, está me entendendo? E começou a ruminar. Ele respondeu: claro, estou vivo. Vivo e pagando para ver e ouvir. Li os jornais. O Lulla está com hipertensão. Vive no alto. Quer dar a mega-sena para a Dilma: a sua cadeira no Planalto. Ela, moça muito romântica, só quer o Banco Central, que é para subir lembrando da juventude. Uau! Vai levar o mala do Henrique Meirelles junto para cuidar do dinheiro. Um amigo do Lulla espantou-se: “Hipertensão? Como assim? Que papo é esse? Pensei que fosse só megalomania”. Blog!
Aí, em Ipanema, no Rio de Janeiro das balas perdidas e das vítimas achadas com ou nalgum buraco, uma turma estava reunida no Posto 9. Tem gente ali que tem posto até mais. Posto 10, posto 11, posto 12. Tem posto de cem em cem metros. Ou mais? Ou menos? Liberou geral. Cada macaco quebrando o galho do outro. Tem posto no estrangeiro, posto na praia, posto em casa. O Posto 9, como todo mundo sabe, é o posto dos rapazes alegres e da erva liberada. Tem até erva-mate na área. Não se sabe o que tem mais no Rio e Janeiro: erva ou mate. Um barbudo parou de beijar o colega e falou para outro: “Posso dar um pega aí?” Resposta cautelosa: “É só uma ponta”. Tréplica resignada: "Não faz mal. Estou acostumado”.
Eu continuo a minha microscópica campanha em favor da transparência lingüística e da chupação explícita, que chupar escondido é obsceno. Em Palomas só tem dois motéis: o “É dando que se recebe” e o “Dadadá”. Uma turma foi a um deles para um encontro de cópula cujo lema era “agora é toma-lá-dá-cá”. Foi aquele remelexo. Com apoio de lei de incentivo. Sem incentivo, claro, muita gente nem levanta. Havia muita gente de Brasília por lá. Um deputado explicou a razão de colocar dinheiro na cueca: é propina propinto. Meia ele também entende. É fifty-fifty. O Hugo Chávez trancou a porta das tevês que lhe botaram a língua. O comandante só queria fazer seus discursos de sete horas em paz. Com intervalos. Para um comentário. Dele. Viva o plágio. Viva o pastiche. Vão indo que eu também já vou estar indo. Atrás. É em Davos que se recebe. Mas para isso é preciso estar em bom Estado.