Viver, ler e escrever
olá!!! gostaria que soubesses de meu " imenso apreço" pelos teus textos, "tristezas e palomas" entre tantos outros.
Parabéns!
atenciosamente
adrianebento- pelotas
Caro Juremir:
Gostei muito da tua coluna sobre o Galvão Bueno. Também detesto ele. Na verdade, sou vacinado. Simplesmente não assisto.
Troco de canal, desligo a televisão e leio um livro, escuto meus cds. Não dependo dele. Só encaro o Galvão no "limite extremo".
Quando quero ver um jogo que só a Globo esá mostrando. Mesmo assim, tendo achar uma estação de rádio que esteja transmitindo-o para tirar o volume da tv. Sou coerente. Ainda bem que Band vai transmitir a Copa. Sei, sei, o Luciano do Vale também não é uma maravilha, igualmente tem seu lado ufanista. Mas como diz o bordão: dos males o menor. Tipo polítca.
Mas tenho uma dúvida sobre a copa. Tu que és inteligente (sem ironia), me esclareça, somos tri ou penta capeões. Pergunto
porque na televisão só vejo reportagens de copas antigas. Tô cansado de ver os gols de Brasil x Itália. Quase não passa nada da
copa de 94 e, de 2002 menos ainda. Como se não existisse. Tá certo, craques como Pelé, Gerson, Rivelino, Jairzinho, Tostão
e tantos outros, nunca tivemos no mesmo nível. Mas a vida continua. Quanto tempo o povo ficou esperando uma nova conquista?
Cada vez que a seleção era desclassificada, uma tragédia nacional se desenhava. Aí guando ganhamos o tetra, foi aquela comemoração, o preso prendido dentro da garganta finalmente saiu aos quatro ventos. Depois vem a próxima copa e o que vemos? Os gols deBrasil e Itália, de novo, em 1970. E de vez enquanto, bem de vez enquanto, os penalties de 94. E o penta, nossa última conquista? O que a imprensa tem mostrado? A copa perdeu seu encanto? Gostaria que alguém fizesse uma pesquisa com o povo com as seguintes perguntas. Em que ano, onde, contra quem, qual o placar e quem fez os gols do Penta campeonato? Quantos saberiam que foi no Japão/Coréia em 2002 contra a Alemanha com 2 gols do Ronaldo ex-fenômeno ?
Alguns dizem que a imprensa da centro do país não faz muita questão de mostrar porque o técnico era o Felipão, um gaúcho.
Aquela velha birra entre os gaúchos e os mauricinhos de Rio e São Paulo. Seria isso mesmo?
Obrigado pela atenção.
Cezar Duarte
Gostei muito de sua ideia de formar um Orkut, para manifestar seu descontentamente e ódio pelo Galvão Bueno. Quero deixar bem claro, que serei o primeiro a participar do Orkut, por que também não gsto da forma em que expressa o referido reporter. Até me arrisco a chama-lo de Maria Vai com as outras, porque sempre quer levar vantagem. Portanto, comprimento-o pela forma destacada da coluna desta data 10/06/10.
abraços.
João Carlos de Araújo e Silva
O maior assassinato da "Última Flor do Lácio" é quando, nas fórmulas um, ele "rosna": "ELES VÃO VOLTANDO!". Jamais pude ir e voltar ao mesmo tempo e isso me frustra, pois só "ele" consegue.
Vilmar Daufenbach
Poeta chapecoense
Realmente é muito dificil escrever para alguém com tamanha intimidade com as palavras. Mas ignoro a vergonha de meu humilde conhecimento para suprir uma vontade que tenho a tempos: mandar-te um e-mail. E me preocupo em estar tomando teu tempo que sem dúvida é muito precioso. Me impressiono com o poder que tens de cativar-me com as palavras, de misturar filosofia, sociologia e simplicidade. Tu, como grande entendedor da sociedade, sabes bem o quanto as pessoas são afetadas por tuas palavras, seja positiva ou negativamente. Sabes de tudo isso, sabes também o quanto tu pode influenciar na opnião e por consequência na vida de uma pessoa, provavelmente também saiba, mas gostaria de reforçar, que tens um público jovem, ao menos falo por mim, que tenho apenas 17 anos. Indo direto ao assunto: Em uma época na qual a maioria dos jornalista desperta a vontade dos jovens de ser jogador de futebol, para futuramente servir a seleção em mais uma copa do mundo, tu despertaste em mim a mais profunda sede de conhecimento, a mais bela paixão pelo saber e principalmente despertaste o hábito da escrita e da leitura, diga-se de passagem estou louco para ler algum livro teu. Desculpe se tomei muito do teu tempo, mas precisava te agradecer. E se não for pedir demais, gostaria de uma simples resposta só para eu ter a certeza que tu leste o que agora te escrevo.
Um grande abraço do fã e eternamente grato, Bruno Bopp
Oi, Juremir!
Estava lendo tua coluna de hoje no Correio do Povo e acabei pensando em
uma conhecida minha, de quarenta e tantos anos que, na semana passada,
enforcou-se com um cinto no registro de água do banheiro de sua casa. Foi à
cabelereira na semana anterior e disse "me deixa bem bonita, pois preciso
estar bem bonita na semana que vem", encomendou perfumes de uma lojista e
disse a uma amiga próxima que na semana seguinte "resolveria sua vida".
Quando contei a história a uma colega de trabalho (sou professora
universitária em Lajeado), ela me disse: é a morte do desejo. Tudo me
pareceu absurdamente contraditório e constituinte da ação de viver.
Fiquei pensando sobre o que faz com que não desejemos mais nada, inclusive
viver. Aprendemos a desejar em demasia uma vida estonteante, aventureira,
emocionante, incomum, ainda que isso não seja um desejo produzido dentro de
nós, quando na verdade a vida nossa de cada dia é quase sempre morna,
simples e comum. Viver é simplesmente repirar e abraçar as sensações que
nossos corpos produzem. É ser capaz de conviver com a própria solidão. Acho
que às vezes essa descoberta se torna insuportável. Então, talvez, já não
saibamos mais o que desejar.
Gostei muito da coluna, pois, como disse Jorge Larrosa numa conferência
que proferiu aqui na Univates, precisamos viver o dia de hoje "vivos".
Parece simples, mas acho que poucos de nós consegue essa façanha.
Abraço
Silvane