Juremir Machado da Silva

Volto ao jardim

Volto ao jardim

Estou em casa.
Ouço Cartola.
Gosto de falar de flores.
Volto ao jardim com a certeza de que devo louvar as plantas.
Elas são parte da minha vida.
Estarão, com certeza, no meu enterro.
Ainda que os enterros já não tenham flores nem velas como antigamente.
Nem pano branco na porta.
Mudam os tempos.
Só não mudam os homens.
Continua valendo a setenção de As time goes by: é sempre a mesma história, a luta pelo amor e pela glória.
Ou, como diria Pierre Bourdieu, legitimação e poder.
Quem pode, pode, quem não pode, arruma sarna para se coçar.
Fui!