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A criativa Mallu



Nos seus últimos clipes, chamou a atenção de muita gente a mudança no seu visual. Assim como o público percebeu essa mudança, você também sentiu essa diferença ou foi algo natural?
Senti sim a diferença e às vezes que dou conta que tenho 20 anos, e não 15 , 30 ou 80. Sempre tive dificuldade em me entender como mulher, com todas as cargas e benefícios de uma. Conforme foi desatando esse nó dos meus sentimentos, vou percebendo uma atitude pacífica e feliz comigo mesma, que fica claro e transparece na minha imagem, música, atitude e performance.


As suas criações nas peças de roupas são baseadas em letras de suas músicas. Como você transforma a inspiração abstrata pra algo concreto? É fácil pra você fazer isso?
Realmente, há muitas forças que atuam numa parceria como essa. A minha força de expressão, minha música, minhas ideias e crenças são apenas uma natureza que precisa se adaptar e aprender a se comunicar naqueles canais que se dão possíveis na situação... Ou seja, a camiseta não produz som e foi preciso procurar elementos visuais que, além de conversarem e respeitarem um universo já em processo criado pelo estilista e marca, representassem minha essência como pessoa, logo, como artista. Sou muito estudiosa e tremendamente entregue. Comecei por procurar esses elementos apenas com as pistas de que a coleção estava mais para "faroeste americano" "cowboys versus índios", mais uma releitura "tropicalista" " brasileira ". Dentro do primeiro assunto, me identifiquei muito com a figura do búfalo americano, pela força, olhar e a própria imagem, e com a águia, símbolo americano, com suas penas brancas de pontinhas pretas. Já no segundo segmento, encontrei a mim mesma nas figuras do coqueiro, tucanos, a praia ... Foi preciso, então, muitos estudos que resultassem num bom quadro como expressão artística, cabível num quadrado de tecido e comercializável, comunicativo. Além disso, foram incluídas os trechos das canções. Administrar tudo isso foi de fato desafiador, mas acho que consegui ceder meu melhor e ser generosa com o trabalho da 2nd floor, que me convidou e pôde modificar, tratar e finalizar esses meus trabalhos para que eles chegassem até o público.



O que os gaúchos podem esperar do show do Pitanga aqui?
Os gaúchos sempre foram um ótimo público para mim. Além de dedicados e interessados no meu trabalho, percebo uma grande motivação de ir ao show e adoro o chimarrão e a cultura! Vou fazer de tudo no show para tocar todo o disco, mas, também, divertir e emocionar o público com músicas inéditas e releituras de outros artistas, como Manu Chao.

Pilhou o show da Mallu?? Tá rolando sorteio de ingressos lá no nosso face!