Pra fechar a nossa maratona de posts especiais do Dia do Rock, hoje, 13 de julho, no seu diazinho oficial, a gente fala de alguns filmes que reproduzem o gênero na sua essência. Como não poderia deixar de ser, todos eles têm uma trilha sonora impecável, então, é só fazer a pipoca, aumentar o som e curtir. Bônus: também deixamos uma dica pra ver no cinema (e que tá rolando até quarta aqui em Porto Alegre). Confere aí:

The Doors, de Oliver StoneStone nunca escondeu o seu fanatismo pelo The Doors, e só o fato de ter contado com a consultoria de Robby Krieger e John Densmore (guitarrista e baterista da banda, respectivamente) para a produção dessa cinebiografia, já dá muitos créditos a ela. A história narra os seis últimos anos de vida de Jim Morrison, interpretado brilhantemente por Val Kilmer, e dá uma boa pincelada em momentos estratégicos da jornada do The Doors. Vale muito a pena.
Alta Fidelidade, de Stephen FrearsImagine um dono de uma loja de discos, que coleciona discos e relaciona toda a sua vida amorosa às canções desses discos. Discos, discos, discos!!!! Esse cara é o Rob (John Cusack), que tem um gosto musical excepcional, nenhuma sorte no amor, e passa a vida fazendo listas desses ~fracassos, embalados ao som de Bob Dylan, The Kinks, Velvet Underground, Love, etc e etc. O filme, baseado no livro homônimo, conta ainda com as performances de Todd Louiso (Dick) e Jack Black (Barry), amigos e funcionários de Rob e tudo que eles têm em comum é apenas a paixão pelos discos e pelas listas. Diversão garantida!
Quase Famosos, de Cameron Crowe
Crowe não é nenhum astro do rock, mas acompanhou (muito) de pertinho tudo que rolou na cena roqueira dos anos 70, a ponto de fazer quase que uma “autocinebiografia”. Saca só: aos 16 anos (!) ele conseguiu um trabalho na Rolling Stone e acompanhou turnês de bandas como Led Zeppelin, The Who e Allman Brothers, fazendo entrevistas e amizades com toda essa galera. No filme, Patrick Fugit dá a vida ao alterego de Crowe, e revive o passado do diretor ao acompanhar a turnê da banda fictícia “Stillwater”, pelos Estados Unidos, como também jornalista da Rolling Stone. O resultado é um excelente retrato dos bastidores do showbiz daquela época, e que merece ser conferido de perto.
Control, de Anton CorbjinTodo rodado em preto e branco, o filme relata a curta e intensa trajetória de Ian Curtis, líder do Joy Division, que dentre os seus ataques de epilepsia e o fato de não saber lidar com a fama foi um dos expoentes do chamado pós-punk. Sam Riley dá vida ao personagem principal, e impressiona tanto pela semelhança física com o músico, quanto à sua interpretação, que imprime toda a melancolia de Curtis nas duas horas do longa. Corbjin, que é fã assumido do Joy Division, contou com a ajuda de Deborah Curtis (viúva de Ian) para a produção desse, que está longe de ser um filme só para fãs do grupo. Com uma excelente fotografia, Control enche os olhos de qualquer amante da sétima arte.
Se liga:
Até quarta, 15, tá rolando ali no Cine Santander Cultural (Sete de Setembro, 1028) o multipremiado "Nick Cave - 20.000 Dias na Terra", com sessões sempre às 15h e às 19h por 10 mangos. O trabalho é uma mescla de filme e documentário, que usa como pano de fundo o disco Push the Sky Away para dar um tratamento fictício ao processo de criação do líder da banda The Bad Seeds. Saca só o trailer aí:
-> Quer mais dicas especiais do Dia do Rock? Aqui a gente fala de biografias e aqui de documentários. ;)