Como o dia internacional do rock tá chegando (13 de julho), a partir desta quinta até segunda-feira vamos munir o seu conhecimento sobre rock"n"roll com três posts cheios de dicas envolvendo o tema. Selecionamos livros, documentários e filmes imperdíveis, daqueles que se você não viu/leu tá na hora de se agilizar.

Pra começar, elegemos cinco biografias - algumas nem tão pop -, mas que não podem faltar na tua estante. Confere aí:
Wilco: Learning How To Die (Greg Kot)Dá pra dizer que o Wilco foi das primeiras bandas a “quebrar” protocolos de gravadoras e colocar a arte na frente de contratos, no início da década passada. Prova disso foi o reboliço causado na época do lançamento de Yankee Hotel Foxtrot, em 2002, do qual a banda aceitou pagar a multa contratual pra não ter interferências de managers no seu trabalho. Aos poucos o Wilco, liderado por Jeff Tweedy, foi assumindo a frente de todo o seu trabalho, e hoje tem estúdio, grava outros artistas e é dono de um festival em North Adams, nos Estados Unidos. Mas até chegar aí foi um longo caminho, e o livro narra justamente toda essa trajetória de Tweedy, que superou tudo e todos para colocar a música em primeiro lugar.
Só Garotos (Patti Smith)

Musa dos primórdios do punk, Patti Smith conta pra gente na sua autobiografia sobre o caldeirão cultural que era Nova York durante o final dos anos 60, época em que ela resolveu se aventurar na Big Apple. Com a liberação sexual e artística em plena ebulição, Patti conheceu o fotógrafo Robert Mapplethrope e eles se tornaram amigos inseparáveis, tanto que ele é um dos personagens mais constante nas páginas do livro. Até lançar o disco Horses, em 1975, a cantora passou por todos os perrengues de morar na rua e passar fome, e nenhum detalhe é esquecido aqui. Dos casos amorosos até a despedida de Robert, que morreu de aids, Só Garotos revela a alma desse ícone feminino da forma mais honesta possível.
A divina comédia dos Mutantes (Carlos Calado)Começando pelo final, a tentativa de suicídio de Arnaldo Baptista, em 1982, e voltando até aos primórdios dos Mutantes, a biografia de uma das maiores bandas de rock que o Brasil já teve é o resultado de dois anos de pesquisas do crítico musical Carlos Calado, que reconstitui a trajetória da banda com base em cerca de 200 entrevistas. Dentre curiosidades, que incluem como era feito o ruivo do cabelo de Rita Lee, Calado revela nas quase 400 páginas do livro toda a genialidade dos Mutantes, que entre brigas e drogas desafiavam a estética e os ouvidos.
A história ilustrada: Led Zeppelin (Gareth Thomas)

Eles podem não ter mudado a história do rock, mas com certeza imprimiram uma nova atitude ao movimento. E tudo isso fica bem claro nas páginas dessa biografia, através da combinação de imagens inéditas, sempre com legendas profundas. Assim, o texto de Gareth Thomas narra a meteórica ascensão à fama de uma das maiores bandas do mundo, desde as suas raízes na cena blues britânica até o sucesso e os excessos do estrelato. Não ficam de fora os projetos individuais dos caras e a lendária reunião do grupo em 2007 no show Celebration Day. Imperdível!
Scar Tissue (Anthony Kieds/ Larry Sloman)

A autobiografia do líder dos Red Hot Chili Peppers é tão reveladora, que é quase como se você estivesse sentado com ele ouvindo suas histórias intensas. Isso significa que você deve estar preparado para saber tudo sobre a vida de sexo, drogas (e mais drogas) e rock and roll de Kieds e, de quebra, descobrir o significado de muitas de suas canções. A lendária Under The Bridge, por exemplo, surgiu enquanto ele se drogava passeando pelas ruas, se sentindo totalmente sozinho. “Lonely as I am, together we cry”…