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Dia do rock parte 2: documentários imperdíveis

Por Rafa Martins

Seguindo com a nossa ~maratona de posts do Dia do Rock, hoje a gente escolheu quatro documentários essenciais e que você pode até aproveitar o final de semana pra conferir (#ficaadica).

Aproveitamos pra indicar mais dois que ainda não estrearam por aqui, mas que já entram certo pra lista daqueles que DEVEM ser assistidos assim que estiverem disponíveis e/ou acessíveis (seja no cinema ou em streaming). Confere aí:


“Cássia Eller”, de Paulo Henrique Fontenelle
Fugindo daquele formato clichê que seria apenas uma mera caricatura do artista, o documentário póstumo sobre Cássia Eller vai bem mais além disso. A começar pela tese defendida por amigos próximos sobre a verdadeira causa de sua morte (um infarto, ao invés de uma overdose), que é amplamente discutida no filme. Fora isso, o processo que concedeu a guarda do filho de Cássia para sua companheira Eugenia, algo inédito no Brasil até então, também entra na pauta e, claro, o seu legado como artista é apresentado através de entrevistas, fotos e vídeos raros.

 

“Cobain - Montage of Heck”, de Brett Morgen
Produzido pela própria filha de Kurt, o grande trunfo do primeiro documentário autorizado sobre o líder do Nirvana é o material que foi garimpado dos arquivos pessoais do ídolo: nada menos que 200 horas de gravações. São vídeos inéditos, manuscritos e áudios condensados nas quase duas horas de filme, entre um depoimento e outro das pessoas mais próximas de Kurt. Bem editado, o documentário foge do clichê cansativo e até às vezes monótomo dos docs e nos apresenta a genialidade de Kurt Cobain, com impressões de suas dores e conflitos internos.

 

“The Beatles Anthology”, de Kevin Godley, Bob Smeaton e Geoff Wonfor
Em 1994, rolou um boato fortíssimo de que os Beatles remanescentes (Paul, Ringo e George) estariam trabalhando em um disco novo. Isso porque o trio conseguiu com a Yoko algumas canções inéditas gravadas por Lennon antes de sua morte, e entraram em estúdio para gravar os instrumentos. Na verdade, o que estava por vir era uma série feita para TV, que é até hoje o material mais completo sobre o quarteto de Liverpool. Sim, está tudo ali! Desde a infância dos caras até a separação do grupo, em 1969. O destaque se dá pela parte que mostra a gravação do lendário White Album, uma legítima aula de como se fazer um verdadeiro disco de rock.

 

“Back and Forth”, de James Moll
Se você quer saber tudo sobre a trajetória do Foo Fighters, esse documentário, lançado em 2011, é obrigatório. A história parte do final trágico do Nirvana e dali segue até a gravação de Wasting Light, que foi todo concebido na garagem da mansão de Dave Grohl, e é brilhantemente mostrado no filme. No caminho, a banda relata o processo de produção de cada um dos seus sete álbuns, narrados por Grohl, que não esconde em nenhum momento detalhes de sua personalidade exigente e de como escolhia seus músicos. Há também depoimentos de todos os membros (e ex-membros) do grupo. Te joga!

Pra assistir em breve:

“Amy”, de Asif Kapadia
Do mesmo diretor de “Senna” e recém lançado em Cannes, o documentário sobre Amy Winehouse estreou com polêmica e isso, por si só, já aguça a vontade de qualquer um em assisti-lo. Saca só: o pai da estrela, que inicialmente apoiava o projeto, acabou não gostando muito do resultado final e declarou “não reconhecer” a própria filha na montagem feita por Kapadia. Fora esse pequeno ~incidente, o grande trunfo desse documentário deve ser grande quantidade de material inédito ao qual o diretor teve acesso e que serviu como base para desvendar a vida conturbada de Amy. Em breve ele pinta por aqui.

 

“Breadcrumb Trail”, de Lance Bangs
Pra quem curte rock do início dos anos 90, esse documentário, que estreou semana passada no Festival In-Edit, em São Paulo, traz um interesse no mínimo curioso. Isso porque ele trata de um disco brilhante que foi lançado na época mas que poucos ouviram. Trata-se de Spiderland, do Slint, que, veja bem, influenciou bandas como Pavemet, Mogwaii e Explosions in the Sky e foi aclamado por ninguém menos que PJ Harvey. Mas por que (quase) ninguém escutou? É justamente isso que Bangs tenta desvendar no filme, que narra a história de um dos grupos mais interessantes do rock alternativo e de um disco que não vendeu quase nada, mas que foi muito importante dentro do gênero.

 

 

 

-> Quer ler um pouquinho? Aqui falamos das biografias fundamentais pra uma estante rocker.