Mais Preza

#diquinha: o que ler nas férias

Por Thiago Souza

No meio da tradicional zoeira que rola nas férias, é bom aproveitar o churras na beira da praia, os jacarés que nos fazem arrastar a barriga na areia, a conversa sobre futebol com aquele tio piadista e etc.



Mas também recomendamos esse período sabático para colocar as leituras em dia. E nós não queremos que vocês percam tempo com livros ruins, mal escritos e com o enredo recheado de bobagens (não queremos citar nomes, mas: 50 tons de...). Resolvemos, então, indicar pra vocês algumas obras que lemos e gostamos. Podem ir sem medo. :D

Thiago Souza:

Barba ensopada de sangue – Daniel Galera

Apenas que foi o melhor livro que li em 2012. Daniel Galera foi incluído na edição brasileira da revista britânica Granta, que destaca os 20 melhores escritores do país com menos de 40 anos. Escreve muito. “Barba ensopada de sangue” é um romance sobre identidade. E tem tudo a ver com praia. A história se passa em Garopaba, litoral catarinense. O personagem principal se muda pra lá depois do suicídio do pai. Tenta desvendar o mistério que cerca a morte do seu avô, que também morou em Garopaba, enquanto vive com a cadela que herdou do pai num prédio na beira da praia. Ele tem um problema neurológico que o impede de memorizar rostos, o que faz com que tenha que prestar atenção em outros detalhes, como roupas, tatuagens, voz, para reconhecer as pessoas.

 

Festa no covil – Juan Pablo Villalobos


É o romance de estreia do escritor mexicano. É curtinho – tem só 96 páginas –, dá pra ler numa sentada só. Tem uma linguagem fácil e divertida. A história é narrada por um gurizinho, uma criança ainda, filho de um traficante do México. De forma curiosa, inteligente e ingênua, ele conta como vê a rotina do pai e o mundo poderoso do narcotráfico. Com uma infância limitada, o guri tenta completar seu inusitado minizoológico com um hipopótamo anão da Libéria (?). Problemas nos negócios do pai colaboram para isso: eles precisam passar um tempo longe de casa e aproveitam para fazer um safári em busca do animal em extinção. Mesmo com a temática que parece violenta, é um livro leve.


 

Pedro Veloso:

Só Garotos – Patti Smith



Não é novidade mais faz tempo, mas é um dos meus prediletos. A Bio da Patti Smith, dos anos antes da fama quando ela era do rolê do famoso & polêmico fotógrafo Robert Mapplethorpe. É legal pra saber mais da história da contracultura e do underground, com aparições de Jimi Hendrix e Andy Warhol! (e todo mundo que eu conheço chorou no final).

 


A arte de produzir efeito sem causa – Lourenço Mutarelli




Do mesmo autor do clássico indie “O cheiro do Ralo” (tem até filme com a Débora Fallabella). Na história, Junior volta a casa do pai depois de ser traído pela esposa. Ele começa a ter uns tetos loucos, e aí história vira um suspense tensíssimo! Vai virar filme em 2013.

 

Susi Borges:

Um Dia – David Nicholls



Embora seja um livro que pareça esses best-sellers vazios que vendem milhões por aí, “Um dia” é muito bem escrito, levíssimo e tem a cara das férias. É a história de ~ amor ~ de dois melhores amigos, narrada sempre no mesmo dia  – 15 de julho, começando pela formatura dos dois. O final é surpreendente, por isso: sem mais detalhes.

 


Scar Tissue - A Vida Alucinada do Vocalista do Red Hot Chili Peppers – Antony Kiedis




A melhor biografia que li até agora por motivo de: não dar sono no início. Vai direto ao ponto, sem rodeios e com muita objetividade, dá pra ler rápido. É um livro mais pesado, fala muito de drogas, mas é totalmente indicado pra quem gosta de curiosidades sobre o mundo da música e dos astros do rock. E o melhor: fala umas verdades, na lata.