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Encontros no show do Paul

Encontros no show do Paul

Uma das coisas mais legais de estar aqui no It´s Mais é conhecer gente. No show do Paul, fiz várias entrevistas pro programa da rádio e uma das mais legais foi com a Julia e a Beny, mãe e filha que vieram de Caxias. Depois do bate-papo, seguimos conversando, contei que era de Caxias (siiiim! Sou gringo!) e a Julia contou que vai ser jornalista! Achei muito interessante, uma guria de 12 anos já saber o que quer... Até um blog ela já tem (confira: www.juchinails.blogspot.com ). Continuei conversando com outras pessoas e na volta reencontrei a dupla que me pediu para tirar uma foto. Ai está a foto e aproveito para postar a coluna de ontem , já que uma galera pediu!

Segue a coluna de ontem do caderno:

Para sempre, o maior show

Eu estava lá. Daqui a cinquenta anos vou lembrar direitinho do que eu vi no dia 7 de novembro de 2010. A menos de cem metros da onde eu estava, um simpático e elegante vovô adentrava ao palco caminhando calmamente com seu baixo a tira colo. Simples assim, acenando, sorrindo e sendo ovacionado por um estádio de futebol lotado. Era Sir. Paul McCartney, um ex-Beatle em Porto Alegre.
Eu não sou um grande fã do rock, mas eu sou um grande admirador de pessoas diferenciadas. E esse “cara” faz parte de um grupo muito pequeno de gente, que é capaz de abraçar mais de 50 mil pessoas sem encostar nelas. Foi isso que Paul fez no Beira Rio. Ele abraçou longamente todas as pessoas que o ovacionaram. E foram aqueles abraços longos e apertados, sabe? Daqueles que nos fazem sentir pessoas melhores... Se aquela história de que uma pessoa pode mudar o mundo for realmente verdadeira, o “guri” de Liverpool é um deles.
Muito se falou sobre este que ficou eternizado como o maior show que nosso Estado já viu. Ok, o melhor pelos próximos 100 anos, no mínimo. Ficou confuso? Eu explico.
Digamos que surja outro fenômeno tipo os Beatles nos próximos anos. Ele vai precisar de um tempo de amadurecimento, um, ou mais dos integrantes terá que se consagrar como gênio e, por fim, ele precisa vir pra cá. Sacaram o quanto vai ser difícil?
Enfim, sobrou alma ao Sir Paul.
As melhores coisas que vi por lá foram:
- A simplicidade e a vontade de continuar tocando (e muito) do Paul McCartney
- O show a parte do batera, Abe Laboriel Jr., que além de tocar muito é uma figuraça!
- A celebração entre pais e filhos curtindo o mesmo show de rock;
- O comportamento do público que surpreendentemente não cantou músicas do Grêmio ou do Inter (e eu tinha certeza que isso ia acontecer);
- As dancinhas que o vovô fez em frente ao piano e a hora em que ele disse “mas bah tchê”. (até um ex-Beatle sabe o quanto a gente é bairrista);
- A estrutura de som, luz e imagem do show. Nunca tinha visto nada tão perfeito.
Sinceramente? Hoje eu sou um cara mais feliz por ter vivido a noite de domingo.
Thanks, Paul.

Falamos!