Desapegado nato
Mas quer ver desapego meeeesmo? Se você for visitar o empresário Eduardo Borges, aqui em Porto Alegre, vai entender na pele. Na casa dele existem apenas objetos que realmente são usados. Acabou de ler um livro? Nada de acumular na estante, passa adiante. Esse comportamento, segundo ele, começou a se manifestar na infância. “Todos os brinquedos que o meu pai me dava eram aqueles dos quais eu não podia brincar sozinho (bola, jogos de tabuleiro, de botão), assim não tinha aquela sensação de posse, eu sempre tinha que compartilhar com os amigos”, relembra.
Mais tarde, o Edu até chegou a colecionar discos, mas com a troca do LP para o CD ele foi se desfazendo do acervo. Hoje ele guarda tudo em um HD externo, de música a filmes. “Não compro nada por impulso ou pela propaganda. Geralmente essa vontade de consumo passa em uma semana (risos)”. Dentre os poucos objetos que o Edu carrega por motivos de afeto, está uma miniatura do Galo de Barcelos, que na verdade nem é mais dele. “Ganhei de um grande amigo há uns 15 anos, que me disse para guardá-lo até encontrar alguém que amasse de verdade. Hoje ele pertence à Rita, minha esposa. Ele foi esperto, descobriu um jeito de eu nunca me desfazer do presente dele”. Cute, né? <3
