Para alguns, eles foram os melhores dos mais de 70 shows que ocuparam os palcos do Lollapalooza Brasil, que rolou neste feriado de Páscoa em São Paulo.
Os suecos do The Hives se apresentaram ontem, antes do Pearl Jam, no principal palco do festival. E, hoje de manhã, já estavam cedinho no aeroporto rumo a Porto Alegre. Aqui eles provavelmente irão descontar toda a pilha que levantou as 60 mil pessoas ontem no Lolla só que, digamos, para um show quase que particular, no Opinião.
A gente trocou uma ideia com o Chris Dangerous, o simpático baterista da banda, que falou, entre outras coisas, que são muito brothers do Queens of the Stone Age (e que adoraram ver os amigos no palco em SP) e que a energia deles será igual (ou melhor) na noite de hoje aqui em POA.

Antes de vir para o Brasil, vocês estavam abrindo a turnê da Pink nos Estados Unidos. A Pink é uma cantora pop mainstream que faz um show em arenas com uma superprodução. O que pilhou vocês a toparem essa parceria? Foi uma forma de nós tocarmos para 500 mil pessoas que possivelmente não teriam a oportunidade de nos assistir de outra maneira. Agora eles sabem quem somos e são fãs devotados para o resto da vida.
O último disco da banda foi lançado pelo selo próprio, Disque Hives. Por que resolveram criá-lo agora? Foi uma forma de nós termos a chance de trabalhar com diferentes gravadoras por todo o planeta e que realmente amam a nossa banda. Estar em uma grande gravadora significaria, por exemplo, que se a “fatia” alemã do selo quisesse lançar mais um single do nosso álbum, primeiro eles teriam que perguntar à gravadora nos Estados Unidos, ou seja, precisaria de uma autorização, não seria espontâneo. Agora nós não temos esse problema.
Vocês declararam em uma entrevista que, há 20 anos, nada interessava em termos musicais, que tudo era “uma chatice grunge” e, recentemente, disseram que o rock é um lixo há muito tempo. O que vocês consideram bom na música nos dias de hoje?
Existem muitas bandas boas por aí: QOTSA, The Bronx, Reigning Sound… Eu poderia continuar citando muitas outras para sempre.....existem várias. Mas também há MUITA merda por aí também.
Vocês são defensores de um som mais cru, longe das grandes produções, tanto que voltaram à “garagem” com o novo álbum, Lex Hives. O que acham dessa nova ideologia que voltou a envolver a produção musical?
Música de verdade, tocada por pessoas de verdade, gravada de verdade sempre vai ser mais emocionante para nós do que algo feito em um computador. Nós criamos e tocamos música da mesma forma que ela era feita quando crescemos. E eu acho que isso nunca irá mudar.
Dá pra sentir pelos vídeos, pela energia dos shows e pelo figurino, que vocês se divertem muito e estão felizes quando estão juntos. O que deixa vocês de mau humor? Música ruim, pessoas ruins e dias ruins. Na maior parte do tempo, no entanto, nós somos um grupo de pessoas bem felizes.
Vocês acabaram de tocar no Lollapalooza, um big festival, para cerca de 60 mil pessoas. Aqui em Porto Alegre vocês tocarão hoje em uma casa de shows com capacidade para 3 mil pessoas. O que muda, essencialmente, na apresentação da banda, nestes dois lugares?
Às vezes, tocar em grandes festivais pode deixar tudo mais devagar, porque demora mais tempo para que a audiência reaja ao show. Quando nós tocamos em casas de show, tudo é mais rápido, mais vivo. Além disso, nada muda muito. Ainda somos nós cinco tentando criar a melhor noite da sua vida!
Ieba! E a gente quer ver isso de perto, Chris. Se tu também curtiu ainda tem tempo de ver os caras. Há ingressos disponíveis na bilheteria do Opinião (José do Patrocínio, 834) por R$ 125. O show começa às 21:30, com abertura do The Temper Trap às 20h. Nos encontramos lá! ;)