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Internet má (?)

Em uma semana o mundo das fofocas e celebridades viveu de um assunto só: as fotos íntimas da atriz Carolina Dieckmann. Os clics foram roubados do seu computador em março e, no dia 7 de maio, já estavam hospedados em vários sites do exterior. Os hackers, que foram encontrados pela polícia no interior de Minas Gerais e de São Paulo, invadiram o e-mail da atriz - possivelmente por software acionado com clic irresponsável dela - e pegaram as imagens.

O caso está resolvido, mas deixa no ar uma pergunta: a gente tem noção do quanto a internet pode ser perigosa? Eu fui na PUCRS perguntar se o pessoal pensa nos riscos que correm ao enviar ou postar algum conteúdo e como protegem seus documentos. Como de costume, as respostas tiveram um aspecto curioso: todo mundo acredita ser responsável na internet, mas todo mundo acha que de uma forma geral, as pessoas não tem esse cuidado. No mínimo estranho, né? Olha aí!

 



Eu não confio de jeito nenhum no meu computador. Mandar alguma coisa que possa me comprometer nem passa pela minha cabeça. Eu uso todos os tipos de antivírus possíveis e tomo muito cuidado. Mas casos como esse da Carolina Dieckmann é bom, porque assim as pessoas começam a tomar uma maior consciência. Elas nunca acreditam que esse tipo de coisa possa acontecer com elas.

Cássio Hübner, estudante do 1° semestre de Tecnologias Audiovisuais






O primeiro cuidado que as pessoas têm de ter pra que suas fotos ou documentos em geral não vazem, é não criar esses arquivos. É tão simples! Eu passo muito tempo na internet e pra mim já é automático pensar na responsabilidade que eu tenho que ter. Mas é incrível como ainda tem pessoas que caem nas armadilhas dos hackers, clicam e baixam qualquer coisa, abrem qualquer e-mail. Eu não entendo! Acho que por incrível que pareça ainda falta informação. As crianças, por exemplo, desde muito pequenas vivem nas redes sociais, mas elas não recebem nenhum tipo de instrução. Às vezes na escola ensinam a parte técnica, só que a questão dos cuidados passa longe.

William Quadros, estudante do 1º semestre de Letras






Tenho a noção do quão perigoso pode ser o compartilhamento de alguns documentos, mas confesso que eu não penso no conteúdo em si, mas sim pra quem eu mando ou com quem eu compartilho. É raro eu enviar alguma coisa que eu gostaria que só uma pessoa visse. Tenho esse cuidado mas é raro quem tenha.

Eduarda Alcaraz, estudante do 7º semestre de Jornalismo

 

Eu já assisti a muitos casos como esse da Carolina Dieckmann lá no meu país. E o pior é que quando acontece isso em Moçambique não tem o que fazer, porque não existem leis que cuidem disso. Ninguém faz nada. Acho que pelo fato da internet ser um fenômeno muito novo por lá, esse tipo de crime é mais comum ainda. Falta instrução. Eu mesmo quase me deixo levar pela emoção muitas vezes porque estou muito longe da minha família e dos meus amigos. Mas sempre coloco a minha cabeça no lugar e faço com que a consciência prevaleça. É isso que está faltando nas pessoas, essa palavra mágica: consciência.

Arcenio Cuco, de Moçambique, estudante do 1º semestre de Ciências Criminais

 

Uma noção superimportante que a gente tem de ter é que, a internet não é um ser independente com vida própria (ai, jura?). Parece óbvio, mas a gente costuma esquecer que por traz dos aparelhos, existem pessoas e, como um extensão do mundo real, tem gente confiável, não confiável e até mesmo perigosa. A dica é sempre pensar nisso antes de postar. E é por esse mesmo lema ("Pense Antes de Postar") que é chamado um evento anual e mundial que tenta promover o uso mais seguro e responsável da internet. Pra promover a ideia proposta pelo evento, um grupo de publicitários fez essa propaganda. É de ficar arrepiado!

 

 

 



 

#ficadica: Um filme atual e que demonstra super bem - e de forma angustiante - o quanto a internet (as pessoas que usam ela) pode ser perigosa é o Confiar. O enredo fala dos perigos de quem se relacionar virtualmente.