
Bom, sou a última da trupe. Pra quem não tá acompanhando nada no blog do Mais Preza, desde segunda-feira a equipe da redação está assinando posts por aqui. E assim vai ser, por todo o sempre: segunda com o Alf, terça com a Bárbara, quarta com o Pedro e quinta comigo.
A minha ideia aqui é deixar todo mundo muito bem informado sobre tudo que rola no entretenimento de Porto Alegre. Ou melhor, resumirei ainda mais, vou me dedicar apenas a informá-los sobre os shows que vão pintar na capital. Não vou falar umas verdades, não vai ter polêmica, vai ter informação.
NO ENTANTO, porém, todavia, contudo, tô engasgada com um assunto há tempos, muito tempo mesmo, e como tem tudo a ver com o tema aqui dessa coluna, acho que seria uma boa estreia. Vou falar da (falta de) educação do nosso tão querido público em shows. Ah, a educação. Se você vai bastante a shows, sabe da minha agonia, se vai há dois por ano, também deve imaginar. Então vamos nessa, vou citar – baseado em fatos REAIS – alguns pontos que eu acho que se o povo se tocar, assistir um show aqui ou em qualquer lugar do mundo vai ser muito mais prazeroso e feliz. (E talvez essa seja a única coluna que eu decidi falar umas verdades).
Cigarro – Sim, estamos em 2012, quando a maioria das casas noturnas proíbe o cigarrinho, e ainda temos que nos incomodar com isso. Não poderia dizer quantos shows já fui, em lugares fechados, em que tinha gente fumando do meu lado, like a boss, como se estivesse fazendo a coisa mais normal do mundo. NÃO. Tu não sai da tua casa cheirosa e tri a fim de ver aquela banda pra um cidadão do teu lado te deixar toda fedida e te “obrigar” a trocar daquele teu lugar cativo que te faz enxergar tudo melhor. Tá muito errado.
Bonecão do posto – Quase sempre tem um bonecão de posto em forma de ser humano no teu lado quando tu mais tá curtindo o lugar do show. O último que eu presenciei foi agora, no show do Creedence, em que levei meu pai megafã, que estava tri feliz (acho que ele não ia há shows há mais de 20 anos). Estávamos na frente, grudados. Daí chega o bonecão do posto sem camisa, meio bêbado, pulando, com os braços pra cima, se atirando, pisando nos pés de todo mundo que estava em volta (na maioria pessoas mais velhas). Adivinhem quem teve que trocar de lugar?
Atraso – Ok, alguns artistas atrasam. Mas, na boa, na grande maioria das vezes o público é o mais chato. Ainda mais quando o show não é gringo. É absolutamente normal tu chegar no horário marcado e a casa estar vazia e começar a encher 23h, meia-noite, quando o show está marcado para as 22h. Não entendo porque uma pessoa compra um ingresso pra ver determinada apresentação e não se programa pra isso.
Roda punk - Esse é um post de protesto tá, galera. Sei que nada vai mudar e as rodinhas punks trogloditas vão continuar acontecendo. Mas preciso protestar a favor das mulheres e, principalmente, das baixinhas. No show do Foo Fighters me fui pra grade. Queria ver de perto, qual o problema? Só que fui alertada: não vai mais pra frente senão tu não vai aguentar. Parei. Só sei que quando a banda entrou no palco minha única preocupação nos primeiros dez minutos do show era sobreviver. Não sei que músicas eles tocaram, descobri depois vendo pela TV. Aguentei firme e forte, mas nunca mais faço isso por show nenhum (tá, só por outro do FF). Agora me expliquem: quem inventou isso? Quem gosta de ficar todo roxo, machucado, perder celular, perder tênis, numa confusão dessas? Quem???

Fãs – Ah, coisa mais querida os fãs. Adoro fãs, acho que o show com eles fica mais lindo, mais quente. Coisa chata e morna aquele show que não tem gente cantando junto, conversando, que tão ali pra fazer tipo e mal sabe quem tá cantando. Os fãs é que agitam a massa, eles que cantam e fazem coro, o resto só acompanha porque ninguém sabe cantar toda letra além deles. Sou muito a favor. Mas educação né, amigos. No show de Caetano e Maria Gadú tinha uma guria do meu lado gritando o tempo todo pra Gadú. Na frente, primeira fila. Enche o saco de quem tá querendo assistir e do artista. Acho muito bonito esse amor, mas guarda a histeria pra depois.
O show não é a Redenção – Quem quer passear temos vários parques em Porto Alegre à disposição. É irritante tu estar parada naquele lugar que tu consegue enxergar o fio de cabelo do artista e ficar toda hora gente passando, na maioria das vezes pra passear. Porque só merece perdão nesses casos quem vai comprar bebida. No show de quem? Sim, deles, Caê e Gadú, as pessoas além de passearem na frente do palco, PARAVAM e tiravam foto, enquanto eles cantavam. Eu já tava esperando aquele momento vergonha alheia quando eles iam parar de cantar e dar aquele xixi no público.
Gases – Pensei duas vezes antes desse item, mas eu não ia ser sincera e franca nesse post se não falasse disso. Na verdade esse também é só protesto, porque acho que não vai mudar. Mas que atire a primeira pedra quem nunca sofreu com aquele odorzinho que vem do além, do meio da multidão. E nem adianta olhar pros lados porque nesse momento tá todo mundo “concentradíssimo” no show. É triste.
Se esqueci de alguma coisa, me lembrem aqui nos comentários. Mas vamos repensar isso aí galera, o show fica mais legal com um pouquinho só de bom senso. Semana que vem tem programação, até lá!