O preço que se paga
No It’s Mais de ontem da Rádio Guaíba, entrevistamos o Alex Gill, ex-Polegar, lembram? Foi muito legal o papo. Ele cantou vários sucessos da época, contou como Gugu Liberatto formou a banda e falou sobre como foi ser um pop star. Durante a conversa desabafou dizendo que enquanto todos os amigos dele passaram a adolescência indo em festinhas e no shopping, ele trabalhou a finco, numa rotina de ensaios, programas de televisão e shows quase todos os dias.
Isso me fez pensar o preço que a fama cobra das pessoas. Na real, a gente não enxerga isso, mas não deve ser fácil ser famoso. Notem que não estou dizendo que é injusto, até porque essa exposição normalmente vem acompanhada de uma bela bolada. Mas que deve ser um saco, ah, deve!
Outro exemplo são os jogadores de futebol. Você que está lendo este texto deve ter aproveitado um monte seus 15, 16 anos, certo? Pois é. Enquanto isso os caras viviam uma rotina de treinos, viagens sem glamour, jogos sem mídia e público. Claro que depois que alcançam o estágio profissional são bem recompensados, mas continuam trabalhando muito. No caso dos atletas, também tem a exposição excessiva, o que os torna reféns da própria fama.
Em vários casos essas pessoas são preparadas para a fama. Chamou-me muita atenção a articulação do Alex falando ontem e logo ele explicou que eram comandados por uma equipe que cuidava de cada detalhe da carreira deles. Os fenômenos sempre tem muito trabalho por trás. Às vezes a gente tem a mania de ver uma banda surgir e diz “Bah, vieram do nada e estão com tudo!”. Do nada, vírgula! Normalmente eles são muito bem fabricados, mas para isso deve se ter muita disciplina. Aulas de canto, fono, nutricionista, aula de interpretação, psicólogo… Que saco!
Resumindo: não deve ser fácil ser famoso. Por isso que alguns piram e viram uns malas...