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Os chatinhos da monografia

Por Cristine Kist (@cristinekist), em vias de quase se formar.

Então, eu deveria estar no último semestre da faculdade, mas assim como 97% dos meus colegas atrasei algumas cadeiras e a formatura ficou para o ano que vem. Digo isso porque agora comecei a trabalhar no anteprojeto da monografia e lembrei imediatamente do comportamento lamentável de todos os meus amigos, conhecidos e ex-formandos-não-identificados que por algum motivo sigo ou já segui no twitter.
Os chatinhos da monografia são aqueles queridos monotemáticos que dão um jeito de enfiar o TCC em absolutamente toda e qualquer troca de palavras despretensiosa:
- Viu que o silicone da Valeska Popozuda está torto?
- Vi, inclusive foi influenciada pelo silicone que usei o adjetivo torto para definir o governo Chávez no meu TCC e...
Tudo bem que é muito bonito isso de ser o herói da própria vida, que uma unha encravada fica mais importante que a Guerra do Iraque se essa unha encravada for a nossa unha, mas é preciso ter em mente que durante a monografia você se torna um chato em potencial. Tem o chato mártir, que vai “virar a madrugada lendo Castells”; o chato antissocial, que “adoraria ir, mas sabe como é, a monografia...”; o chato chorão, que não vai “dar conta de entregar tudo no prazo”; e, claro, o chato que por algum motivo decidiu que seu trabalho é “mais difícil que o dos outros” e usa isso como justificativa para todos os seus problemas (que geralmente incluem atrasos e brigas com o orientador, “aquele mala”).
Portanto, amigo formando, sugiro que nesse semestre, quando você alcançar aquele momento de angústia extrema e sentir vontade de desistir, por favor, guarde isso para você. Porque muito mais difícil que escrever 50 páginas é aguentar quem acha muito difícil escrever 50 páginas.