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Prontos pro Oscar?

Neste domingo, dia 24, é o Oscar:  às 20h30 começa o tapete vermelho e às 21h30 a cerimônia. Que a Jennifer Lawrence tá concorrendo a de melhor atriz, tu já sabe, que o apresentador vai ser o Seth MacFarlane também. Mas tu já viu todos os filmes indicados ao Oscar de Melhor Filme?

Já tem ideia para qual torcer quando a hora chegar? Se não viu, tudo bem: a gente te dá uma mão. Falamos com uma galera que assistiu aos filmes e pedimos para eles contarem um pouco sobre e dizerem por que você também tem que assistir.

Lê aí a opinião deles e escolhe quais tu ficou com mais vontade de ver. Valendo!

 



A Hora Mais Escura, de Kathryn Bigelow – "Ponto alto: Jessica Chastain. Ponto baixo: longo demais. Acho que, para realmente curtir esse filme, tu tem que ser muito estadunidense, a ponto de ter uma catarse quando matam o Bin Laden. Guerra ao Terror* é melhor, mas esse também consegue deixar o cara nervoso mesmo já sabendo o fim. Acho que as opiniões que eu tinha visto eram sempre muito polarizadas e gente reclamando que 1) ela faz apologia à tortura e 2) ela faz uma crítica enorme à tortura. No fim das contas, o que me pareceu é que nesse sentido é meio confuso o "discurso" do filme, porque a personagem principal é a mocinha, só que lá pelo meio ela surta e vira uma coisa pessoal tipo “TEMOS QUE MATAR O BIN LADEN” aos berros enquanto o chefe dela diz: "ah, se pá ele tá morto, nem importa mais". Motivos para assistir: É um filme bem feitinho, mas "nhé"." (Rodrigo Ferreira, 23 anos)
*Outro filme da diretora Kathryn Bigelow, que ganhou o Oscar de melhor filme em 2010.

As Aventuras de Pi, de Ang Lee – "O filme conta a história de um jovem indiano que viajava com seus pais e dezenas de animais do zoológico da família em um navio comercial. Como todo mundo já imagina, o cargueiro afunda e se salvam com Pi alguns animais coadjuvantes e um tigre que disputa com o garoto não só a ~vaga~ de protagonista da história como também comida e água. Motivos para assistir: Esse é um baita e maravilhoso filme, mas só pra quem ama animais, histórias surreais ou está na TPM. A fotografia, claro, é um baita fator a ser citado. É o tipo de filme que vale e muito ser visto em 3D." (Bárbara Souza, 22 anos)


 


Amor, de Michael Haneke - "Amor é um filme, para não dizer outra coisa, difícil. Não necessariamente de compreender, mas sim de absorver tudo que ele passa, do início ao fim. Ele conta a história de um casal de idosos cuja força e amor (e força do amor) são testados após a idosa ter um aneurisma. O filme é bastante real, e, portanto, não "romantiza" em nenhum momento a situação. Mostra os altos e, principalmente, os baixos da relação dos dois que se torna extremamente frágil frente à doença. Motivos para assistir: Eu não recomendaria livremente pra qualquer um, por ser meio pesado, tampouco um filme que eu sentiria alguma necessidade de rever. Ainda assim, é um longa excelente, com atuações espetaculares que demonstram tanto a realidade difícil de um casal no fim da vida enfrentando as adversidades da idade e da doença, quanto o amor que ainda sobrevive, apesar de todos os anos passados." (Carina Schröder, 19 anos)









Argo, de Ben Affleck - "Dirigido e estrelado por Ben Aflleck, Argo foi baseado em fatos reais e aborda a maneira inusitada em que um agente especialista em fugas, organiza o resgate de seis funcionários da embaixada dos EUA durante a revolução Iraniana no final dos anos 70. Com um roteiro bem construído e uma direção de mestre, tem momentos tensos e momentos hilários. Motivo para assistir: O resultado foi um excelente thriller de suspense, comédia e drama, que faz o telespectador sair do cinema boquiaberto pelo fato de ter realmente acontecido." (Andrey Santos, 32 anos)

 



 

Django Livre, de Quentin Tarantino - “A mais nova obra de Tarantino conta a história de um homem negro que encontra a liberdade da forma mais improvável. Motivado a exterminar todos que cruzem seu caminho, Django faz o possível e o impossível para resgatar sua esposa, escrava de um magnata (representado por Leonardo Dicaprio). Motivos para assistir? Não faltam! A trilha sonora não poderia ter sido melhor escolhida: Tarantino conseguiu, estranhamente, misturar rap, hip hop e músicas típicas de faroeste em um só filme. Entretanto, pode-se dizer que a característica mais marcante de Django Livre é a sede de sangue e vingança (muito presente nos filmes de Tarantino). Apesar do tema pesado, e dos momentos extremamente peculiares, o filme consegue inspirar risadas e a esperança de que muitas outras tentativas ousadas de fazer filme estão por vir.” (Roberta Curra, 20 anos)




Indomável Sonhadora, de Benh Zeitlin - “Apesar do título em português de gosto (bem) duvidoso, o filme merece ser visto, principalmente, para conferir Quvenzhané Wallis, a mais jovem atriz indicada ao Oscar. A garotinha de apenas seis anos é forçada a amadurecer muito cedo, sendo criada com o amor bruto do pai em um lugar inóspito e precário, ao mesmo tempo em que ainda consegue encarar o mundo de forma lúdica e inocente, viajando em sua imaginação repleta de criaturas pré-históricas. Por que assistir: Destaque em diversos festivais de produções independentes, como o Sundance, é o filme indicado pela cota indie do Oscar.” (Gabriel Soares, 22 anos)






 

Lincoln, de Steven Spielberg - “Me enganei ao achar que Lincoln seria mais um filme de Spielberg grandioso e de destaque. É bastante demorado ao desenrolar a história, confuso e cheio de diálogos. O filme, apesar de ter 150 minutos, dá a sensação de ser muito mais extenso do que realmente é. Um pouco tedioso até. Por que assistir??? Lincoln é um filme daqueles que nos ajuda a entender um pouco da história do mundo. Verídico e biográfico. Eu gosto bastante de títulos assim e talvez por isso ache que todo mundo precisa ver e conhecer essa história. Além de poder conferir a ótima atuação do ator Daniel Day-Lewis na pele do ex-presidente americano.” (Fernanda Ortiz, 22 anos)

 

 

O Lado Bom da Vida, de David O. Russell - “Muitos poderiam argumentar que esse é um filme sobre cura e redenção. Eu já acho que ele é o oposto. A história de Pat, que volta para casa depois de oito meses internado num hospital psiquiátrico, explora o uso de clichês na psiquiatria e a sua efetividade. "Veja o lado bom das coisas" se torna uma espécie de lema para Pat. Até que ponto esses clichês podem ajudar uma pessoa com uma condição mental séria? É a pergunta que guia todo o filme. E qual melhor jeito para falar de clichês que uma comédia romântica? A personagem de Jennifer Lawrence, caminho para a redenção de Pat, se mostra tão perturbada quanto o  protagonista, incapaz de ser uma Manic Pixie Dreamgirl salvadora de homens perturbados*. Motivos para assistir: ninguém quer ser normal em "O Lado Bom da Vida", e isso não importa tanto assim, mesmo em uma comédia romântica.” (André Araujo, 24 anos)

* Pensem em Natalie Portman em Garden State ou Kirsten Dunst em Elizabethtown.

Os Miseráveis, de Tom Hooper – “O enredo pode até ser antigo e explorado em excesso, mas isso não tira de Os Miseráveis o mérito de ser uma das experiências mais emocionantes dos últimos tempos. É verdade que o filme é lento em alguns atos, mas as atuações de Hugh Jackman e, especialmente, Anne Hathaway, são de uma sensibilidade impressionante. Motivo para assistir: faz rever preconceitos de quem torce o nariz para musicais.” (Matheus Harb Corrêa, 24 anos)

 

E aí, já escolheu qual deles vai começar a assistir?