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Psicodelia goiana: do mundo para o El Mapa

Por Rafa Martins

Tá chegando a hora! Nesta terça começa o Festival El Mapa de Todos, (que a gente já deu todas as barbadas aqui) e, assim como a Mundo Livre S/A, fomos atrás do pessoal da Boogarins, que encerra o festival no sábado num show free pass ali no Teatro Bruno Kiefer.

Dá pra dizer que os caras estão a todo vapor! Com o álbum “As Plantas Que Curam”  lançado por selo gringo ano passado, os goianos acabaram de voltar de uma turnê que passou pela Europa e Estados Unidos (incluindo passagens pelos festivais SXSW e Austin Psych Fest).



Trocamos uma ideia com o guitarrista Benke Ferraz, que falou pra gente da volta pós tour internacional, da relação da banda com a música latina e das descobertas musicais que eles tiveram pelo caminho. Confere aí:

Mais Preza – Depois de todos os shows internacionais que vocês fizeram nos últimos meses, o que significa voltar ao Brasil em turnê com essa bagagem e ainda encerrar um festival que celebra a integração latina?

Benke Ferraz – É uma experiência totalmente nova. Realmente não tocamos em nenhum palco ou festival que promovesse qualquer tipo de celebração ou integração da cultura latina, nem aqui no Brasil, nem fora. Estamos muito contentes por tocar no Rio Grande do Sul pela primeira vez, terra natal de várias bandas que nos influenciaram pra caramba, e num festival como El Mapa, que dissemina e da acesso a manifestações culturais que, mesmo estando aqui do lado, não tem tanto alcance no mercado brasileiro.

MP – Existe espaço na psicodelia do som da Boogarins pra influências latinas? Como vocês se relacionam com esse lado “geográfico” da música?

Benke – Uma das bandas favoritas do Dinho [vocal e guitarra é o Los Shakers, do Uruguai. Conhecemos os argentinos do El Mato durante o Primavera Sound e gostamos muito dos shows, em Barcelona. Mas fora as bandas de rock dos países latinos, conhecemos muito pouco. Conhecemos muito de música brasileira, claro! Hehe.

MP – Com todas essas viagens, conhecendo bandas novas, vocês aproveitam (ou tem tempo) pra pesquisar sons novos, invadir lojinhas de discos, etc?

Benke – Ir na loja de discos mais próxima realmente é uma das poucas coisas que fazemos em quase todas as cidades em que chegamos. Normalmente, em turnê, não temos mais que uma tarde livre em cada cidade. Voltamos com vários LPs e cassetes. Inclusive um “Milagre dos Peixes” do Milton Nascimento, hehe. Entre os meus favoritos estão as cassetes do Holy Wave e o compacto com o single do novo disco do Ty Segall, que compramos dele no último dia do SXSW.

-> Aproveitando as dicas, a gente pediu pro pessoal da Boogarins montar um playlist com músicas que estão em alta rotação nos iPods deles. Dá o play aí e te diverte! ;)

Dicas do pessoal da Boogarins by Mais Preza on Grooveshark

Atenção neste som aqui, de uma banda também goiana chamada Carne Doce, novidade que o Benke fez questão de compartilhar com a gente.