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Quanto mais interatividade, melhor



O analista de sistemas e especialista em marketing digital da Caminho Zero, Alan Miño, destaca que mídias como essas vão expandir a interatividade usual ao permitir que a gente interfira em uma apresentação e defina o que queremos ver e fazer. “Abandonaremos o posto de espectadores e passaremos a ser agentes condutores”, diz. Para João Miragem, gerente de planejamento da Escala e que marcou presença na NRF, o mercado já está exigindo que as marcas sigam esses exemplos.

Não é a toa que nomes como Nike e Walmart já trabalham pra serem pioneiras nos vídeos interativos. Conforme Alan, eles devem começar a se instalar no final de 2015 e migrar pra todos os dispositivos móveis, inclusive em Smart TVs e, logo mais, para o YouTube – onde vai bombar, inclusive nas propagandas que estamos acostumados hoje. A ferramenta foi testada pela própria Nike este ano, durante o lançamento de um novo modelo. Enquanto o tênis era apresentado, a galera podia ir esclarecendo suas dúvidas e até comprá-lo naquele instante, funcionando numa espécie de hangout do Google, que conhecemos hoje.



Por mais que tudo isso possa parecer meio fora de contexto para o Brasil, não estamos atrás, não. De acordo com João, muitas empresas daqui estão antenadas em promover um atendimento virtual mais participativo.

E calma lá, não são apenas as experiências de compra que ficarão mais ricas com a interatividade. Alan ressalta que a realidade virtual e essa capacidade de praticamente nos colocar em um determinado local nos oferece mais percepções de vida. Por exemplo? Uma empresa de turismo que mostre seus pacotes de viagens por meio de vídeos interativos. Ela pode nos proporcionar a chance de estar “dentro” de um tour na Torre Eiffel. “A realidade virtual passará a ser mais um ambiente de presença on-line. Assim como as redes sociais, não se trata de uma febre ou de um modismo, mas sim de um comportamento”, afirma.

Estamos aqui, esperando pra ver, ou melhor, interagir.