Se você vai de M/E/C/A....
Você sentiu o astral do M/E/C/A Festival no caderno It’s Mais de hoje. Confira na íntegra as entrevistas com bandas do lineup e com o organizador do evento, Marco Arioli. Nos vemos lá!
* Saiba mais em mecafestival.com.br
Marco Arioli, Organizador do M/E/C/A Festival
1. Em quais festivais o M/E/C/A se inspirou?
Nos inspiramos em alguns eventos que frequentamos durante o ano de 2010 como: Coachella (EUA), Sonar (Espanha) e Planeta Terra (Brasil). Além destes, acompanhamos todos os principais festivais do mundo nos últimos anos e estamos nos atualizando sobre tudo de mais legal que rolou.
2. Como foi a escolha do lineup?
Essa foi uma das partes mais difíceis. Teve vários fatores que influenciaram a escolha, como aceitação do público, valor de cachê, disponibilidade, etc. Descobrimos que esse período é a época mais complicada do ano para realizar um festival no hemisfério sul. Muitas bandas aproveitam esses meses para gravar discos e tirar férias. Além disso, as principais produtoras de shows não têm o costume de investir em grandes atrações no verão. Isso fez com que a gente tivesse que “bancar” a tour das duas principais atrações que a gente queria pro M/E/C/A: a Vampire Weekend e a Two Door Cinema Club. Não “pegamos carona” com nenhuma tour que já estava vindo para outras datas aqui na América Latina, diminuindo muito nossas opções e aumentando o nosso custo.
3. Qual o perfil do público e como está a montagem das estruturas?
Esperamos uma galera jovem e antenada no que de mais legal tem rolado no mundo. O objetivo do M/E/C/A é trazer novidades e não fazer mais do mesmo. Já estamos com as principais estruturas do evento montadas, em nosso site mecafestival.com.br o público pode acompanhar dia a dia a montagem do evento.
4. E os planos para tornar o evento fixo no calendário do verão?
Queremos que tudo ocorra conforme planejamos nessa primeira edição para que no ano que vem a gente possa repetir a dose, já com um maior entendimento por parte do público do formato do festival e do perfil das atrações que estamos trazendo pro estado.
Wanna Be Jalva
1. Vocês são uma banda bem recente, mas já conquistaram um espaço bacana e terão a oportunidade de dividir o palco de um festival com grandes presenças. Como está a expectativa?
A expectativa é bem grande. Quando soubemos que faríamos parte do lineup do festival, comemos um galeto e tomamos caipirinhas. É muito massa poder participar de um evento desse porte do M/E/C/A. O ano de 2010 foi um ano de vários acontecimentos pro Wannabe Jalva e vivemos muitas experiências diferentes, tocando em vários Estados e até fora do país. Só que esse show, nessa grande estrutura que está sendo armada e com bandas renomadas nacionalmente, a nível mundial, tem tudo pra ser único e inesquecível tanto pra nós, quanto pra quem nos assistirá. Nós prometemos.
2. Vocês responderam em entrevista que o som da Wanna be Jalva se compara ao um encontro etilico de John Frusciante, Alex Kapranos e o Dave Grohl. Além dessas, quais as referências e o que o público pode esperar de uma mistura dessas na praia?
Wannabe Jalva é uma mistureba musical solta no espaço. Esses artistas exemplificam um pouco a mistura de funk, dance, rock que existe no universo Jalva. Mas existem muitas outras bandas e nomes que colaboram com o todo esse mix, e isso vai de Jim Morrison à Frank Sinatra, de Jamiroquai à Wilco, de Of Montreal à Raconteurs. Acho que a galera pode esperar um show orgânico que em determinados momentos soa um pouco mais sintético. Mas como praia é praia, quem garante que o momento não inspire algumas maluquices?
Copacabana Club
1. O público gaúcho tem uma relação superbacana com a banda, mas está acostumado a vê-los em clubes urbanos. Como estão se preparando para tocar na praia?
Estamos super animados. Já fizemos alguns shows na praia (por exemplo, no festival MADA, em Natal, 2009), e o clima do show é ótimo. É verdade que até agora só tocamos em casas noturnas no Rio Grande do Sul, mas acredito que o público vai aproveitar ainda mais o clima verão e férias do M/E/C/A.
2. E os planos? A banda segue em Curitiba em 2011? Como será o lançamento do disco?
Continuamos em Curitiba. Temos passado muito tempo fora de casa por causa da agenda de shows, por isso acreditamos que não faz muita diferença onde é a sua "casa" - em primeiro lugar porque você não passa muito tempo nela, em segundo lugar porque a partir de Curitiba é relativamente tranquilo se deslocar até Rio ou São Paulo para outros compromissos da banda. Ainda não temos definido o lançamento do nosso disco. Estamos muito animados com o resultado final das músicas, elas devem ir pra masterização até o final do mês. Quando voltarem, teremos algumas conversas finais pra decidir se o álbum sai por alguma gravadora ou se será independente. Só depois dessa decisão é que teremos mais detalhes. Mas acredito que saia no primeiro semestre deste ano.
Rosie And Me
1. Vocês já tem muitos fãs gaúchos. Como é a relação com a cena musical por aqui?
Não temos tanto contato com a cena gaúcha como gostaríamos. Sabemos como a cena musical é forte e de qualidade por aí, tocamos ano passado em Porto Alegre e ficamos surpresos com a resposta positiva do público. Também temos amigos que fazem parte da cena local, e que sempre nos motivam a visitar e conhecer outras bandas do estado.
2. Onde as referências do folk e bluegrass se encontram com a história de vocês?
Cada um de nós adaptou essas influências sonoras com o tempo. O Rosie and Me mudou bastante desde a gravação do EP "Bird and Whale". As composições, desde o início, seguiram para uma vertente mais pop e, de folk mesmo, tinham só a levada. Depois de acrescentar outros instrumentos, como guitarra e banjo, a influência do bluegrass ficou um pouco mais evidente.
3. Bonfires tem um dedilhado que remete ao clima de luau... Vai ser um cenário bacana para show. Como está a expectativa?
Nós ficamos muito felizes com o convite, que surgiu depois de uma apresentação da banda em Porto Alegre. Apesar da empolgação, estamos um pouco nervosos, porque nunca participamos de um evento tão grande. É uma honra tocar ao lado de bandas como as do festival, então, queremos aproveitar a oportunidade e fazer nosso melhor, porque acreditamos ser uma experiência única.