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Tá na moda (e não é por acaso)



Pra explicar como esses modismos nos pegam de jeito, a Carol exemplifica com um chamado de “keeping it real”. O conceito é, basicamente, favorecer o que é genuíno, e algumas atitudes oriundas de diferentes esferas acabam dando o direcionamento e pulverizando a mania. Nesse caso, ela cita clipes como o da nossa querida Lorde, em que ela retrata o dia a dia sem máscaras; tops como Kate Winslet e Scarlett Johansson sem make na Vanity Fair; o boom da Go Pro e essa visão crua e em primeira pessoa, os apps contra os filtros do Instagram (incluindo a hashtag #nofilter), e até mesmo o som orgânico associado aos sintetizadores no último disco do Daft Punk entram nesse balaio.

 

Ok, mas como saber se tudo isso realmente está agradando todo mundo? É um trabalho de caráter antropológico e sociológico. O analista se utiliza de referências para sacar o que é realmente novo - e está sendo aceito - em meio a tanta informação. “Buscamos recorrências em diversos lugares. Cidades com efervescência cultural, como Nova York, Tóquio ou Londres são as que observamos pra ver tudo isso emergir”, explica Carol. Ela frisa que esses estudos servem como guias, porque “hoje o futuro é muito mais interessante que o presente”.

A professora de marketing e comportamento de consumo da ESPM-Sul, Liliane Rohdi, porém, faz um contraponto ao alertar que não podemos dizer se uma mania é causa ou consequência de um estudo. “A gente não sabe se algo estaria ‘na moda’ se não tivesse sido classificado como tendência, seja por um analista ou por um formador de opinião”, comenta. O que os pesquisadores fazem, no fim, não é prever o futuro, mas dar um norte, principalmente pra nós, jovens, sabermos o que vai estar disponível pro nosso consumo e, claro, que provavelmente iremos adotar de cara.