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Um show para guardar na memória

Um show para guardar na memória

Incomparável. Essa foi a melhor definição que encontrei para o sensacional show de Paul McCartney em Porto Alegre. Saí do Estádio Beira-Rio sob uma espécie de transe: primeiro porque estava um pouco incrédula por me dar conta do momento histórico do qual havia acabado de participar; depois, porque parecia que o tempo tinha parado para que todos que estávamos lá pudéssemos absorver e degustar, sem pressa, cada gota do talento indescritível de Sir Paul, que ainda ecoava em nossos ouvidos.

Toda essa poesia e deferência são uma tentativa de transmitir a intensidade de sensações que essa grandiosa experiência artística proporcionou aos milhares que estiveram no Estádio do Internacional ontem. Foi fantástico, único. Valeu cada centavo investido, cada sacrifício empreendido. Digo mais: paguei barato pelo que levei de lá. Foi demais!

Embora tenha achado tudo maravilhoso, não posso deixar de registrar dois pontos negativos e que nos servem de lição. A chegada ao Estádio foi muito desorganizada. Sobravam fãs ansiosos em aglomerações que pouco lembravam filas; faltavam informações, orientadores e sinalização.

Outro problema foi a dispersão da galera: muito lenta. Desordenada, mais uma vez. Tá na hora das autoridades se ligarem nisso: em 2014 tem Copa do Mundo no mesmo lugar. Serão menos espectadores mas, de qualquer forma, é muita gente! Quem deixou o carro ali perto teve que ter muuuita paciência: trânsito totalmente parado. Nem sei porque a EPTC não bloqueou a passagem de veículos no entorno do Beira-Rio na saída do show. Era tanta gente, mas tanta gente saindo de lá a pé, que se caminhava na velocidade de uma tartaruga. Imagina só: todo mundo cansado depois de horas em pé (foram quase três só de show), louco pra ir pra casa, mas sem conseguir... E os carros lá, esperando para avançar lentamente entre a multidão.

Os pontos negativos não podem ser ignorados porque, como eu disse, servem de lição para outros grandes eventos que virão, como a Copa. Contudo, no final da noite nada disso importava. O Paul fez um baita show aqui em Porto Alegre, e eu estava lá. Jamais esquecerei. Foi demais!