Inicialmente, eles se reuniram para arrecadar fundos pra acabar com a fome na Etiópia. E esse não foi o primeiro esforço na causa por parte dos músicos: o single "Do They Know It´s Christmas?", lançado no projeto Band Aid em 1984, também reuniu quase quarenta artistas de renome com o mesmo objetivo. Gravar a música foi ideia do irlandês Bob Gendolf, mas ele queria fazer mais - e foi aí que veio a iniciativa do show. No fim das contas, foram mais de 20 artistas se apresentando ao mesmo tempo nos Estados Unidos e na Inglaterra, com uma audiência estimada de 2 bilhões de pessoas em mais de 150 países.

E o que ficou de tudo isso?
Bom, passados 31 anos, a gente segue celebrando o bom e velho rocrock"n"roll a cada dia 13 de julho. Isso que, mesmo com uma segunda edição do Live Aid 20 anos depois do primeiro, o desejo inicial do Phil Collins parece não ter decolado muito - apesar de ter mundial no nome, há quem defenda que o Dia do Rock é comemorado praticamente só no Brasil.
E aqui vale um parêntese: não era pra menos que a data fizesse tanto sucesso por aqui! Em 1985, muitas bandas de rock estavam surgindo no país - é só cuidar as cuidar as turnês comemorativas que estamos vendo de nomes como Legião Urbana e Paralamas do Sucesso, pra citar apenas algumas das maiores. As rádios da época, que tanto se aproveitaram do estilo como foram plataforma de impulso pra ele, curtiram a ideia e resolveram adotar a data. Surgia, então, a ttradição (que, sim, ainda segue firme e forte).
Hoje, o rock - brasileiro, gaúcho, do mundo todo - é tema de discussões. O rock morreu? Quem é roqueiro atualmente? O que é rock de verdade? O rock vive? De fato, essas são respostas difíceis de responder e que tendem a entrar em conflito com os gostos e as crenças de cada um.
O que se pode afirmar, em pleno 2016, é que o rock ganhou infinitos subgêneros ao longo de sua história e que ainda tem fãs extremamente fiéis em qualquer canto do mundo. Mas também é possível garantir que o rock vive e revive a cada 13 de julho, bem como um aniversário. É nesse dia que os mais jovens e os já nem tão jovens assim se unem para celebrar (e compartilhar nas redes sociais, não é mesmo?) o estilo.
E esse é o grande legado do Live Aid: estabelecer um dia - nem que seja o único pra muita gente - pra lembrar e celebrar o rock"n"roll. O novo e o velho. O vivo e o "morto". O Dia do Rock, mundial ou brasileiro, é o dia de todos eles. É, assim, um pretexto pra colocar aquela música (o álbum todo ou a discografia, quem sabe?) do seu roqueiro favorito no volume máximo e curtir sem pensar em mais nada ou problematizar, afinal, antes de qualquer coisa, é um dia de música, de festa e de boas ações. Valeu, Live Aid!
