Oficina de Jornalismo

Acessível para todos?

Para atender a todos os tipos de públicos, a Feira do Livro de Porto Alegre precisa estar acessível a todos. A Estação Acessibilidade surgiu em 2013 para melhorar as condições para as pessoas com deficiência poderem circular pela Praça. Em um passeio de cadeira de rodas com o atleta paraolímpico, Aser Ramos, foram encontradas algumas dificuldades. Em primeiro lugar, a altura das bancadas de livros impossibilitou que ele enxergasse os títulos: “Seria ideal se abaixassem uns 30 ou até 40 cm”, alertou. Segundo ponto, o piso. O paralelepípedo exigiu muito esforço na locomoção com a cadeira.

acessibilidade

A coordenadora da Estação Acessibilidade, Márcia Gonçalves, explicou que o ideal seria a troca do piso pelo tabulado, mas que traria um custo alto. No decorrer do trajeto, Aser comemorou a rampa no espaço de sessão de autógrafos, mas salientou a falta da rampa dos dois lados e não somente do lado esquerdo do palco. “Imagina na multidão, precisar fazer toda volta para descer”, disse. Engenheiro da Feira há 17 anos, Eduardo Bergallo, explicou que a rampa só do lado esquerdo foi realmente uma falha. “Foi uma deficiência nossa. Nós podíamos ter pensado”, lamentou.

Conforme Márcia, a Feira contem as rampas, mas nem todas têm a adequação correta e alguns lugares ainda não possuem. “A Farmácia São João, por exemplo, lida com saúde e não tem rampa”, comentou. Em certa altura do nosso passeio, Aser questionou a localização de uma rampa: ela dava de frente para um toldo. Questionamos o engenheiro da feira, Eduardo Bergallo, e ele explicou que aquela rampa não é a de acesso para o espaço. “Essa rampa foi colocada pois muitas pessoas não viam o degrau e caíam. Só que com a chuva, foi estendido o toldo”, afirmou. Em frente a essas dificuldades, a expectativa para 2016 é de melhoria.

Texto: Sofia Schuck/PUCRS


Foto: Filipe Pohren/Ulbra